AMD responde Intel de maneira discreta e justifica que desempenho real é o que conta

A AMD respondeu a acusação da Intel de que os processadores Epyc para servidores são apenas "4 CPUs de desktop coladas", ao dizer que o desempenho real é o que de fato importa. A declaração foi do gerente geral de soluções empresariais da AMD, Scott Aylor, durante o Epyc Tech Day.

Site oficial: AMD Epyc

"Existe uma teoria por aí de que o Epyc é apenas 4 processadores de desktop colados juntos", provoca Aylor, citando os polêmicos slides da Intel. "Quando você olha para todas as nossas apresentações hoje, desde a de Mike Clark sobre tamanhos de memórias e recursos que ele implementou no núcleo até a de Kevin sobre as melhorias de segurança, e você ouve os recursos determinísticos que não estão disponíveis no competidor que foram construídos para empresas".

"Temos esperanças de que você vai entender que não são processadores de desktop colados juntos", completa Aylor. Ele passa a dizer que a empresa até poderia ter feito uma peça monolítica. Porém, essa escolha seria ruim porque resultaria num desempenho pior. Além disso, a decisão faria com que os processadores ficassem muito grandes e difíceis de serem fabricados.

"O que nós fizemos com [a tecnologia] Infinity Fabric é quebrar a Lei de Moore", vai explicando o gerente geral da AMD. "Agora pensando sobre inovação de arquitetura — e daí? Como nós pensamos sobre isso, pensamos em fornecer desempenho real e demonstrar um real valor".


Aylor começa a falar sobre a polêmica aos cerca de 7 minutos de vídeo

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O mais interessante é que o vídeo acima, publicado pelo site WCCF Tech, é do dia 14 de julho, mas na verdade aconteceu semanas atrás, no dia 19 de junho. Como a publicação da Intel só veio a público no dia 12 de julho, podemos concluir que a AMD já sabia muito bem o que estava por vir.

Via: WCCF Tech
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  • Redator: Carlos Felipe Estrella

    Carlos Felipe Estrella

    Apaixonado por games desde os 6 anos de idade, quando ganhou um Playstation 1. Em 2005 migrou para o PC, e aí começou a se interessar por tecnologia. Formado jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina.

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