Pesquisadores criam cache de memória dinâmico Jenga, que aumenta desempenho da CPU em 30%

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) criaram um novo cache de memória para processadores chamado Jenga, que opera de maneira dinâmica e promete melhorar o desempenho do hardware em até 30%, ao mesmo tempo em que utiliza até 85% menos energia.

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Eles substituiriam os módulos de memória atuais que operam como cache nos processadores modernos. Esses chips têm como função armazenar dados que são usados com frequência e diminuir o tempo necessário para executar determinada operação. 

Ao mesmo passo, eles aumentam a eficiência energética ao diminuir a quantidade de vezes que a CPU se comunica com a RAM e o HD. Peças de hardware mais recentes costumam ter 3 ou até 4 níveis de cache, mas o problema é que eles não se adequam às necessidades de cada programa.

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Para corrigir isso é que entra o novo cache dinâmico criado pelos cientistas. Ele redistribui o acesso do cache em tempo real, criando novas hierarquias que são adaptadas para as necessidades de cada aplicação.

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Imagem representa sistema Jenga de 36 partes rodando 4 aplicações diferentes, cada uma com uma hierarquia virtual de cache customizada

"O que você gostaria de fazer é pegar esses recursos de memória física distribuídos e criar hierarquias específicas para cada aplicação que maximizam o desempenho para seu programa em particular", explica Daniel Sanchez, professor do MIT.

"Isso depende de muitas coisas na aplicação. Qual é o tamanho dos dados que ela acessa? Ela possui reutilização hierárquica, e portanto se beneficiaria da hierarquia de memórias progressivamente maiores? Ou ela escaneia uma estrutura de dados, o que nos deixa melhor tendo apenas um nível simples porém muito grande? Com que frequência ela acessa os dados? O quanto de seu desempenho sofre se nós simplesmente deixarmos os dados na memória principal? Temos todas essas decisões diferentes", questiona Sanchez.

Via: Neowin Fonte: MIT News
  • Redator: Carlos Felipe Estrella

    Carlos Felipe Estrella

    Apaixonado por games desde os 6 anos de idade, quando ganhou um Playstation 1. Em 2005 migrou para o PC, e aí começou a se interessar por tecnologia. Formado jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina.

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