NASA encontra 7 planetas com potencial para receber vida relativamente perto da Terra

A agência espacial dos EUA – a famosíssima NASA – anunciou a descoberta de que uma estrela relativamente perto da Terra é orbitada por 7 planetas com tamanho parecido com o do nosso. 3 deles estão dentro do que é chamado da zona habitável do sistema, que é onde ocorrem temperaturas propícias para a formação de oceanos na superfície do planeta.

Água é o elemento mais fundamental para a vida que nós conhecemos na Terra, então a presença do líquido num planeta próximo indica maiores chances de encontrar vida extraterrestre. O sistema – que tem como centro a estrela anã ultrafina TRAPPIST-1 – está a 40 anos-luz da Terra, o que é uma distância relativamente pequena em termos astronômicos.


Um artista imaginou como pode ser a superfície do planeta "f", com outros planetas no céu e a estrela ao fundo

Por isso, é bem provável que os cientistas vão conseguir estudar os planetas usando telescópios e descobrir mais detalhes sobre eles – ainda mais porque eles orbitam uma estrela menor e menos brilhante que o Sol. "Claro que isso é super empolgante, mas o que faz o sistema ser tão especial é que todos esses 7 planetas são bem adequados para uma caracterização atmosférica detalhada", disse Michaël Gillon, pesquisador que é o autor líder do estudo publicado na revista científica Nature.

Os planetas receberam nomes incrivelmente criativos: "b", "c", "d", "e", "f", "g" e "h". Todos estão mais pertos de sua estrela do que Mercúrio está do Sol no Sistema Solar. No mais próximo deles, "b", que leva apenas 1,5 dias da Terra para completar uma órbita ao redor de TRAPPIST-1. O mais distante leva 20 dias terrestres para finalizar esse momento de translação.

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Visualização em 360º imagina como seria o planeta "d" do sistema da TRAPPIST-1

Seis desses planetas possuem temperaturas que permitem a existência de água na superfície. Para determinar se algum deles realmente possui o líquido, os astrônomos vão tentar verificar os componentes de suas atmosferas. Para fazer isso, eles vão olhar para a luz da estrela enquanto ela passa pelo gás que circula cada planeta. Gases diferentes vão filtrar as cores de maneiras diferentes, então assim será possível ter uma boa ideia do que compõe essas atmosferas.

Via: The Verge, Engadget
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  • Redator: Carlos Felipe Estrella

    Carlos Felipe Estrella

    Apaixonado por games desde os 6 anos de idade, quando ganhou um Playstation, época em que também se divertia com o Super Nintendo dos outros. Em 2005 migrou para o PC, e aí começou a se interessar por tecnologia também. Apesar disso, nunca conseguiu largar a preferência por jogos de corrida e de esporte, principalmente os de futebol. Estuda jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina.

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