Após decreto de Trump, Google pede para funcionários voltarem para os EUA o mais rápido possível [+Update]

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Na noite de sábado, 28, a proibição imposta pelo presidente Donald Trump que causou o "recall" dos funcionários do Google foi revogada temporariamente pela juíza federal Ann Donnelly, do tribunal federal do Distrito Sul de Nova York.

A ordem de emergência foi requisitada pela União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês) e teve amplo apoio de manifestantes no país. A medida provisória é válida até o dia 21 de fevereiro, ou seja, até lá, os estrangeiros no país não precisam se preocupar com a invalidação de seus "Green Cards".

Texto original:

As decisões de Donald Trump, novo presidente dos Estados Unidos, começaram a atingir as empresas de tecnologia. Sundar Pichai, CEO do Google, enviou um memorando para seus funcionários pedindo para todos que estão fora dos Estados Unidos retornem para o país assim que possível.

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O pedido veio após o presidente assinar uma medida que torna mais rígida a entrada de estrangeiros no país. O CEO do Google teme que funcionários que não são estadunidenses sejam barrados quando voltarem de férias ou viagens de negócios.

De acordo com o Bloomberg, o Google estima que mais de 100 funcionários serão afetados pela decisão. A nota de Pichai foi enviada na sexta-feita, dia 27, antes de Trump reunir-se com o departamento de defesa dos Estados Unidos.

Alguns dos funcionários tentaram atender o "recall" do Google e voltar para o país antes da decisão de Trump, mas poucos conseguiram, de acordo com o Engadget. "É doloroso ver o custo pessoal desta ordem executiva em nossos colegas", comentou Pichai em sua mensagem.

"É doloroso ver o custo pessoal desta ordem executiva em nossos colegas"

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Além do Google, a Microsoft também se pronunciou sobre o rígido sistema de imigração adotado pelo novo presidente. Na quinta-feira, a empresa entrou em contato com seus investidores para comunicar que as restrições de imigração vão afetar a equipe e inibir esforços de pesquisa e desenvolvimento.

A decisão de Donald Trump tem como objetivo diminuir drasticamente o número de estrangeiros no país e, segundo ele, "impedir a entrada de terroristas radicais islâmicos". O decreto prevê a suspensão de vistos para cidadãos do Irã, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen por, pelo menos, 30 dias.

As empresas de tecnologia serão amplamente afetadas pela decisão por terem em seu quadro de funcionários diversos estrangeiros. De acordo com Ava Benach, da empresa de assistência para imigrantes Benach Collopy LLP, é recomendado que moradores dos setes países não viagem para fora dos Estados Unidos nos próximos meses.

 

 

Via: Bloomberg, Engadget
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  • Redator: Mateus Mognon

    Mateus Mognon

    Mateus Mognon é formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. Vencedor do prêmio SET Universitário na Categoria Reportagem Digital, atua nos sites do grupo Adrenaline desde 2014. Atualmente, colabora para os veículos com notícias, análises e artigos envolvendo tecnologia e games.

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