Funcionário processa Google por termos ilegais no contrato de confidencialidade

Um funcionário da Google está processando a empresa por políticas de confidencialidade que violam as leis trabalhistas do estado da Califórnia, onde fica sediada a gigante da tecnologia. O gerente de produtos afirma que a empresa proíbe seus trabalhadores de falar até com seus advogados sobre atividades ilegais que possam ocorrer dentro da companhia, sob ameaça de demissão. Além disso, a Google também incentivaria seus funcionários a delatarem uns aos outros, algo comparado a um programa de "espionagem interna".

Esses são apenas 12 exemplos das violações que o processo acusa a Google de cometer. Tudo com o objetivo de evitar o vazamento de informações e a denúncia de atividades que possam ser violações em potencial para seus órgãos regulatórios. Outro caso que chama a atenção, segundo o The Verge (que obteve o documento completo do processo), é que a Google proíbe seus empregados de escreverem um livro sobre sua vida trabalhando no Vale do Silício sem que a empresa aprove primeiro. O processo alega ainda que a Google classifica como informação confidencial "tudo na Google".

Se o processo for bem sucedido, a Google pode enfrentar uma multa pesada. São até US$ 200 de multa pra cada uma das 12 violações, multiplicados ainda pelos 61.000 funcionários da empresa e pelos "períodos de pagamento" de cada empregado, uma contagem diferente do salário mensal que usamos aqui. Isso daria uma estimativa de até US$ 3,8 bilhões se o juiz decidir por empregar a multa máxima em cima da companhia.

Fonte: The Verge
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  • Redator: João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e curte games desde muito antes. Começou com o Master System e o gosto pelos jogos eletrônicos trouxe o gosto pela tecnologia. Escrever notícias e análises de jogos, hardware e dispositivos móveis para o Adrenaline, além de trabalho é uma alegria e um aprendizado.

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