Olimpíadas Rio 2016 tiveram 3 incidentes cibernéticos por hora, incluindo ransomware e DDoS

As Olimpíadas Rio 2016 chamaram a atenção do mundo para o Brasil e, como era esperado, isso trouxe uma série de ataques cibernéticos para o evento. Segundo um relatório da Symantec, responsável pela segurança online do evento, durante os 41 dias de competição, foram registrados cerca de 2,686 incidentes cibernéticos, onde os profissionais de segurança online tiveram que agir para evitar uma invasão ou comprometimento do sistema.

Em média, isso significa que os sistemas sofreram 2,7 incidentes cibernéticos por hora. Contando arquivos infectados, ações barradas por antívirus e todas as tentativas presentes nos incidentes, foram registrados mais de 50 mil ataques.

"Imagine a situação em que um usuário pluga na máquina dele um HD externo, cheio de arquivos infectados. Nesse caso, há um incidente, mas com mais de mil arquivos infectados"
- André Carraretto, estrategista em Segurança Cibernética da Symantec para a América Latina.

Para impedir os ataques, a Symantec trabalhou com a Embratel e a companhia de tecnologia Cisco para tomar conta das mais de 14 mil estações conectadas utilizadas no evento.

Entre os incidentes, 24 foram classificados como críticos, incluindo ataques de "spear phishing", que utilizam e-mails personalizados para roubar dados, além de ransomware, programa que "sequestra" dados do computador e pede um resgate para libertar os dados.

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Chantagem online, exposição e invasão de webcam
que aparecem em Black Mirror já são realidade

Além disso, a empresa de segurança também registrou tentativas ataques de negação de serviço, DDoS, onde os servidores são sobrecarregados com falsos acessos para serem retirados do ar.

Outro golpe identificado durante o evento estava ligado com o app "Pokémon GO", que estava no seu auge durante o evento. Como o aplicativo ainda não estava disponível no Brasil na época, diversas versões falsas e APKs estavam sendo distribuídos na internet.

As próximas Olimpíadas acontecem em 2020 e terão como sede o Japão, o que vai garantir uma grande quantidade de referências a videogames, e possivelmente, uma série de ciberataques ainda mais potentes.

Via: G1
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  • Redator: Mateus Mognon

    Mateus Mognon

    Mateus Mognon é formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. Vencedor do prêmio SET Universitário na Categoria Reportagem Digital, atua nos sites do grupo Adrenaline desde 2014. Atualmente, colabora para os veículos com notícias, análises e artigos envolvendo tecnologia e games.

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