Maioria dos estudantes não sabe apontar quais notícias são falsas, conclui estudo

Apesar de todo o tempo que passam mexendo na internet e em rede sociais, a grande maioria dos estudantes da segunda metade do ensino fundamental – entre o 6º e o 9º ano – não conseguem diferenciar notícias falsas de reportagens mais confiáveis.

Quem chegou a essa conclusão foram pesquisadores da Universidade Stanford, do estado da Califórnia, nos EUA. Eles realizaram a maior pesquisa científica sobre o assunto já feita, que envolveu a participação de 7.804 estudantes.

Desses alunos, 82% não conseguiram ver diferença entre uma propaganda classificada como "conteúdo patrocinado" de uma notícia real de um site confiável. Muitos destes estudantes julgaram a credibilidade de tweets noticiosos baseados em quantos detalhes eles continham.

Outro detalhe que mais gerou credibilidade era se esses tweets tinham uma foto grande anexada ou não. Poucos olharam para o que era mais importante: qual era a fonte da notícia.

Isso entra exatamente numa das principais discussões recentes sobre mecanismos de busca e redes sociais: como as notícias falsas têm se espalhado com facilidade. Tanto o Facebook quanto o Google estão começando a se mexer para impedir que os sites que espalham notícias falsas usem suas plataformas de propagandas.

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Muitas escolas também estão agindo para melhorar essas situação, ao ensinar para seus estudantes como escolher melhor em quais fontes de informação confiar. Isso é algo que os educadores têm chamado de "alfabetização de mídia".

Em contrapartida, as escolas estão deixando de ter bibliotecários, que são profissionais que tradicionalmente possui uma maior carga de conhecimento sobre habilidades de pesquisa. Outra conclusão que o estudo tira é que existe uma necessidade de que os pais ensinem seus filhos desde cedo a ter um ceticismo saudável sobre as notícias que eles leem na internet.

Via: The Wall Street Journal
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  • Redator: Carlos Felipe Estrella

    Carlos Felipe Estrella

    Apaixonado por games desde os 6 anos de idade, quando ganhou um Playstation 1. Em 2005 migrou para o PC, e aí começou a se interessar por tecnologia. Formado jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina.

Com o GeForce Now e o xCloud surgindo como opções, qual seu plano a médio prazo?

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