BGS 2016: Resident Evil 7 troca zumbis por terror caprichado em primeira pessoa; veja impressões

Na Brasil Game Show 2016, tive a oportunidade de testar "Resident Evil 7", nova edição da clássica franquia de suspense da Capcom. Em pouco mais de 20 minutos de jogatina, ficou evidente que a mudança de perspectiva para a primeira pessoa e enfoque quase que absoluto em elementos de terror têm tudo para colocar a saga de volta nos eixos. Abaixo você confere as impressões.

Terror competente

"Vou levar um susto a qualquer momento!". Essa frase resumem bem o que senti enquanto joguei a demonstração "Lantern" de "Resident Evil 7". Com cenários opressores pouco iluminados, passagens estreitas duvidosas, sussurros agonizantes de uma mulher nos meus ouvidos, não me restaram dúvidas: o game está pronto para entregar uma experiência digna de terror como há muito tempo a franquia não oferecia. A inspiração em "Outlast", "Penumbra" e "P.T." são bastante claras, mas o título consegue ter identidade própria. 

Embora não agrade a todos, a mudança de perspectiva para a primeira pessoa funciona muito bem, pois deixa o jogador muito mais próximo de tudo o que acontece na tela, sem a distância confortável de estar vendo o personagem a todo momento. É comum se sentir vigiado, perseguido, amedrontado, inseguro e, pior ainda, à mercê de um perigo misterioso que pode surgir a qualquer momento na tela e ser o causador da morte do meu personagem.

Fugindo desesperadamente

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E foi exatamente isso o que aconteceu. Num cenário absurdamente inóspito, sujo e abandonado, uma mulher medonha e descabelada ficava perambulando uma casa abandonada em que fui largado sem saber o porquê. Não deu outra: alguns minutos adentro e eu já estava sendo perseguido por ela, com pouquíssimas chances de sair de lá com vida. Até que descobri como prosseguir na aventura. 

Diferente da primeira demo "The Beginning Hour", muita mais focada em exploração e resolução de puzzles, a nova demo "Lantern" era muito mais comprometida com aspectos de perseguição e formas de se esconder. Era preciso buscar maneiras de driblá-la sem ser visto, além de usar caixas, paredes e portas para se camuflar nos ambientes e continuar vivo. Não antes, de levar alguns sustos, obviamente, já que algumas vezes fui surpreendido pela perturbada e o áudio estourava absurdos no meu ouvido. 

A demo ainda trouxe um puzzle interessante de resolver. Encontrei uma mini-estátua no lado de fora da casa, e precisava encaixá-la num pedestal por onde a louca perambulava. Depois de despistá-la, precisei combinar a sombra que a luz fazia no dispositivo com uma posição específica exatamente na sua forma de encaixe numa porta camuflada em uma parede próxima. Simples, porém intuitivo e com uma razoável sensação de recompensa. Fiquei com a curiosidade atiçada pelo que pode vir nesse campo.

Sem combates

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Ainda não foi dessa vez que "Resident Evil 7" mostrou alguma forma de combate. Na demonstração, não havia nenhuma forma de ataque ou arma para usar. Estes e outros recursos de mecânica serão divulgados apenas com o tempo. A ideia, segundo Fábio Santana, assessor da Capcom no evento, é "não atropelar as atrações do game, garantindo a absorção dos conteúdos aos poucos. Não queremos estragar surpresas tudo de uma vez".  

BGS 2016 acontece em São Paulo (SP) de 1 a 5 de setembro. Já "Resident Evil 7" tem lançamento marcado para 24 de janeiro de 2017. O game terá versões para PC, Playstation 4 (VR, inclusive) e Xbox One.

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  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.

  • Redator: Andrei Longen

    Andrei Longen

    Jornalista pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Andrei Longen é entusiasta por videogames desde os 7 anos, quando ganhou um Odyssey 2, seu primeiro console. Hoje tem PS4, PS3 e PS Vita e adora caçar troféus em todos os jogos. Colabora no Adrenaline com notícias, análises, artigos, colunas e vídeos.

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