BGS 2016: Final Fantasy XV apresenta escala colossal e combates atrapalhados; veja impressões

Na Brasil Game Show 2016, tive a oportunidade de experimentar "Final Fantasy XV", a próxima edição da franquia de RPG japonês. E em cerca de 20 minutos de jogatina, o título provou ter um senso de escala grandioso na luta contra um chefe e, ao mesmo tempo, combates um tanto atrapalhados. Abaixo você confere as impressões completas, feitas num Playstation 4.

Titan colossal impressiona

A build de "Final Fantasy XV" era exatamente a mesma mostrada pela Square Enix na E3 2016, em que o jogador é largado na entrada de uma luta contra o gigantesco Titan, um dos Summons do game. E não tem como negar: o senso de escala do jogo nesses momentos é mais do que colossal e vai além de tudo o que qualquer outro jogo já tenha mostrado nesses termos. O mais próximo disso que consigo lembrar é "Shadow of the Colossus". 

As dimensões do bicho são tão grandes que a tela não dá conta de mostrar tudo os arredores. Por um lado, o impacto da ação é tremendo, pois saber que se está diante de uma ameaça que pode acabar com a sua energia em pouco tempo faz com que se criem estratégias emergenciais de combate. Por outro, gera confusão porque a câmera não consegue acompanhar a movimentação do chefe ao mesmo tempo em que centraliza o jogador no próprio campo de batalha, criando situações descoordenadas.  

Combates atrapalhados

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A experiência de gameplay contra Titan permitia combinar ataques comuns e especiais, multiplicando o dano infligido e aplicando combos contextuais. Ataques comuns são desferidos apertando o botão X do DualShock 4. Segurar esse mesmo botão garante uma sequência de combos simples. Já o triângulo funciona como um teleport a um ponto mais sensível do corpo de Titan, desestabilizando temporariamente o adversário e abrindo espaço para ataques mais fortes e eficientes.

Só que a mecânica, embora seja imediatamente responsiva, se mostrou um tanto atrapalhada na execução. Como Titan é absurdamente grande e toda a estrutura de combate se baseia no seu padrão de movimentos, Noctis, o personagem central da demonstração, costumava errar o alvo por questões de segundos, desperdiçando a barrinha de especial que aciona o teleport e colocando a perder a jogada que iniciou a sequência do momento, sendo preciso repetir do ponto anterior para tentar novamente o ataque fulminante. Frustrante e um tanto cansativo.

Neste meio termo, inimigos comuns apareciam no meio da luta e, mesmo que pudessem ser eliminados de uma forma bem mais intuitiva e nada bagunçada em relação à Titan, o processo era mais tedioso do que realmente divertido. Fora isso, Titan simplesmente não podia ser derrotado enquanto não usasse uma magia de gelo após uma série de ataques e bloqueios executados com perfeição, não ficando exatamente claro se esse requisito da mecânica para que a luta enfim terminasse será obrigatório ou opcional na versão final. Rezando aqui para que seja a segunda alternativa.    

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Recentemente adiado, Final Fantasy XV tem lançamento marcado para 29 de novembro. O jogo terá versões para Playstation 4 e Xbox One

A BGS 2016 acontece de 1 a 5 de setembro em São Paulo (SP).

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  • Redator: Andrei Longen

    Andrei Longen

    Jornalista pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Andrei Longen é entusiasta por videogames desde os 7 anos, quando ganhou um Odyssey 2, seu primeiro console. Hoje tem PS4, PS3 e PS Vita e adora caçar troféus em todos os jogos. Colabora no Adrenaline com notícias, análises, artigos, colunas e vídeos.

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