BGS 2016: jogamos Wayward Sky e REZ Infinite no Playstation VR; veja impressões

Na Brasil Game Show 2016, tive a oportunidade de testar dois jogos do Playstation VR, o dispositivo de Realidade Virtual do Playstation 4. O primeiro é "Wayward Sky"; o segundo, "REZ". Além de gratas surpresas, alguns momentos de diversão, bugs e outros de tontura, abaixo você confere as impressões das experiência com ambos os jogos.

Wayward Sky

"Wayward Sky" é um jogo de labirintos que mistura quebra-cabeças com muitos botões para acionar. Com os óculos vestidos e o DualShock 4 em mãos, era preciso apertar o R2 do controle para direcionar um feixe de luz e guiar uma personagem carismática, que não descobri o nome e nem suas principais motivações, na direção desejada. 

Assim, conseguia alcançar novas áreas, acionar novos interruptores e ir dando sequência natural da aventura. O feixe de luz, que utiliza o giroscópio e os sensores de movimento do joystick, é controlado livremente em todas as direções, tem boa resposta e é bem preciso. 

Para resolver alguns dos quebra-cabeças, também era necessário interagir com umrobozinho andante que, quando atingido pelo raio de luz, parava tudo o que estava fazendo e passava a seguir as direções das minhas ordens por um tempo determinado. Isso abria margem para interagir com mecanismos que estavam fora do meu alcance, mas que ainda assim estavam dentro do meu campo de visão. 

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Em cerca de 20 minutos de testes, a experiência VR de Wayward Sky garantiu boas doses de imersão, em que alguns momentos ainda me incentivaram a levantar as mãos involuntariamente para tentar pegar algum objeto ou sentir a textura de algum bichinho que estava mais próximo.

Fora isso, o game também não me causou tonturas nem enjoos, e aparenta estar caminhando para se consolidar como um dos títulos com diversão imediata assim que o Playstation VR for lançado. Só espero que existam mais refinamentos na mecânica, pois um bug de colisão e física prendeu o robozinho numa estrutura e impediu que a minha jogatina se estendesse.

REZ Infinite

"REZ Infinite" é o clássico jogo de 2001 adaptado para Realidade Virtual. Os tiroteios são frenéticos e a ação não para um segundo sequer: o jogador carrega o ataque com o R1 do DualShock 4 para acertar os alvos que aparecem em todos os cantos da tela. 

Para mirar, o analógico do controle serve, mas o ideal, seguindo a proposta do game, é mexer a cabeça para a direção de onde as naves inimigas estão vindo. Essa dinâmica causa algum desconforto no começo, mas logo em seguida se torna bastante rápida e intuitiva de praticar.

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O game executa gráficos com efeitos de luzes que piscam e lasers que percorrem toda a extensão do visor do PS VR. É legal de observar por um tempo, mas quem for sensível demais a variação brusca de cores pode não aguentar o show de movimentos, linhas retas e efeitos de partículas, que são jogados a todo momento na tela.

Em cerca de 15 minutos de jogatina, REZ não me pareceu competente em explorar o potencial da Realidade Virtual. Alguns ângulos de câmera, inclusive, causaram tontura nos momentos de maior velocidade: a luta com um chefe de fase me fez virar a cabeça para todas as direções, enquanto a própria angulação do jogo mudava radicamente a todo momento. Confusão e dores de cabeça estavam garantidos no fim da partida. 

O Playstation VR tem lançamento marcado nos Estados Unidos para 13 de outubro. O preço será de US$399. No Brasil, o dispositivo tem uma janela de lançamento que compreende entre março de 2017 e abril de 2018. Não há estimativa oficial de preço brasileiro. 

A BGS 2016 acontece de 1 a 5 de setembro em São Paulo (SP). 

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  • Redator: Andrei Longen

    Andrei Longen

    Jornalista pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Andrei Longen é entusiasta por videogames desde os 7 anos, quando ganhou um Odyssey 2, seu primeiro console. Hoje tem PS4, PS3 e PS Vita e adora caçar troféus em todos os jogos. Colabora no Adrenaline com notícias, análises, artigos, colunas e vídeos.

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