BGS 2016: Horizon Zero Dawn mostra muita promessa em pouca demo

Uma demo de 10 minutos com Horizon Zero Dawn está disponível para ser jogada e bem popular na BGS 2016. Mais uma vez, infelizmente, não pudemos filmar o gameplay, mas pude jogar 10 minutos do game e trago aqui minhas primeiras impressões.

Horizon tem uma jogabilidade interessante, mas que demanda se acostumar um pouco. Os movimentos de Alloy, a protagonista, são mais lentos e mais pesados do que em muitos jogos de mundo aberto, mas isso é visivelmente proposital. O objetivo do game é que o jogador não parta pra cima dos inimigos sem uma estratégia, e que invista mais em sua furtividade e armadilhas do que no combate direto. Uma parte preponderante dessa estratégia é a habilidade de Alloy "hackear" as máquinas, não só as de montaria. Você pode dominar mais robôs-animais ao mesmo tempo e ter uma equipe de guarda-costas o que é muito interessante.

Outra coisa bacana é a variedade de flechas e armadilhas. Na demo estavam liberadas só algumas, mas é possível ver que há espaço para bem mais e aprender a dominar essas diferentes possibilidades vai ser a chave do jogo. E é importante destacar aqui também que acertar partes diferentes de um robô vai causar efeitos diferentes. Eles têm pontos fracos e pontos fortes, atirar flechas a esmo pode não dar dano algum. Em compensação uma flecha bem colocada vai ser devastadora. Além disso, a inteligência artificial se mostrou presente. Preparei uma armadilha explosiva enfrentando um caranguejo sem me esconder, e ele evitou se aproximar dela a todo custo. Essas características são o tipo de coisa que contribui não só para a jogabilidade, mas também para a imersão do game.

Falando em imersão, a ambientação é realmente um grande destaque em Horizon Zero Dawn. Os gráficos estão muito bonitos, com uma ótima variedade de cores. O sistema até que segura bem a grande quantidade de partes móveis em cada cenário e isso contribui para dar vida ao mundo. Os robôs e os animais espalhados por aí, se comportando de maneira aleatória, realmente fazem parecer um grande mundo natural onde você tem que lutar pra sobreviver. E dá muita vontade de desvendar seus mistérios.

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Só que é cedo para apenas cobrir Horizon de elogios. Há três elementos importantíssimos para um RPG em mundo aberto como esse que ficaram de fora da demo e não poderão ser avaliados: o mapa, o sistema de fazer itens e a história. O menu do jogo estava simplesmente desabilitado, o que não permitia ver o mapa nem como funciona a criação de itens, então não tenho como opinar nessa área. Já a história se faz importante pela maneira que o jogo se apresenta, oferecendo um mundo diferente e misterioso a se explorado, então é importante que o interesse do jogador se prenda às descobertas que ele vai fazer no papel de Alloy. E isso é algo impossível de se especular numa demo de apenas 10 minutos num espaço extremamente restrito.

  • Redator: João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e curte games desde muito antes. Começou com o Master System e o gosto pelos jogos eletrônicos trouxe o gosto pela tecnologia. Escrever notícias e análises de jogos, hardware e dispositivos móveis para o Adrenaline, além de trabalho é uma alegria e um aprendizado.

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