Marinha dos Estados Unidos está desenvolvendo fios feitos com bactérias

Se as pesquisas da Marinha dos Estados Unidos evoluírem, futuramente teremos peças de eletrônicos feitas com... bactérias. Cientistas patrocinados pela divisão de pesquisa da Marinha dos EUA estão desenvolvendo nanofios com geobactérias, que podem ser encontradas no solo, um recurso bastante renovável em comparação aos metais utilizados em eletrônicos atualmente.

Os pesquisadores alteraram geneticamente os seres microscópicos e substituíram alguns elementos genéticos por Triptófano, que é 2000 vezes melhor conduzindo eletricidade em nanoescala do que outros aminoácidos.

Quando reunidas, as bactérias conseguem conduzir energia e se transformam em um fio invisível ao olho humano (60 mil vezes menor que um fio de cabelo). Pelo fato de serem microscópicos, os nanofios tem uma chance maior de sobreviver dentro de eletrônicos e podem ajudar no desenvolvimento de vestíveis mais compactos, por exemplo.

Além disso, os fios de bacterias podem auxiliar a aumentar o poder dos computadores atuais e permitir a criação de dispositivos mais sensíveis, como detectores de bombas e poluição. Também existe o fator ecológico, uma vez que o material é composto por seres biológicos e não minerais.

Os estudos com bactérias condutoras de eletricidade são feitos há mais de 10 anos e, assim como muitos pesquisadores, os cientistas da Marinha dos Estados Unidos não apresentaram um exemplo prático de uso e os testes só ficaram nos laboratórios. Esperamos que o projeto vá para frente e que, no futuro, possamos ter computadores feitos de bactérias.

Via: Engadget Fonte: ONR
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  • Redator: Mateus Mognon

    Mateus Mognon

    Mateus Mognon é formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. Vencedor do prêmio SET Universitário na Categoria Reportagem Digital, atua nos sites do grupo Adrenaline desde 2014. Atualmente, colabora para os veículos com notícias, análises e artigos envolvendo tecnologia e games.

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