GlobalFoundries irá pular os 10nm direto para os 7nm

A fabricante de semicondutores GlobalFoundries divulgou seus planos para futuros chips em uma entrevista de seu CTO, Gary Patton. A empresa planeja pular a geração de 10 nanômetros e ir direto para os 7 nanômetros em seus produtos.

Essa não é a primeira vez que a GlobalFoundries "pula" tamanhos em transistores. A empresa californiana fez um salto dos 28 nanômetros diretamente para os 14 nanômetros FinFET, tecnologia licenciada da Samsung e utilizada em produtos como os chips gráficos Polaris da AMD. A GlobalFoundries utilizarão como base a tecnologia de 14nm e a estrutura e conhecimento técnicos adquiridos da IBM para realizar o desenvolvimento em 7 nanômetros. Não é incomum a decisão de ignorar alguns tamanhos de transistores na evolução da fabricação de chips. A TSMC chegou a oferecer chips com litografia em 20 nanômetros, porém por um curto período de tempo e rapidamente substituída pelos 16 nanômetros, utilizada em produtos como as placas de vídeo Pascal da Nvidia). 

Os chips em 7 nanômetros podem utilizar a tecnologia "tradicional" de fotolitografia por um novo processo, a Fotolitografia Ultravioleta Extrema (aparece em inglês com a sigla EUV, oriunda de Extreme Ultraviolet). Há uma expectativa pela introdução desse novo método de criação dos wafers onde são produzidos os chips em litografias abaixo dos 10 nanômetros, porém nenhuma fabricante determinou uma data por conta do alto custo da nova tecnologia. Inicialmente a GlobalFoundries irá trabalhar na tecnologia atual, porém o CTO deu indicação que o EUV pode ser introduzido ainda nessa litografia posteriormente. Outra empresa a falar nessa nova tecnologia foi a Intel, que afirmou que não vai utilizar a Fotolitografia Ultravioleta Extrema em chips baseados em 10 nanômetros e que isso só aparecerá na litografia de 7 nanômetros "se estiver pronta".

Via: TechPowerUp Fonte: SemiWIKI
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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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