Microsoft vaza acidentalmente chaves que tornam dispositivos Windows vulneráveis

Pesquisadores da área de segurança digital divulgaram uma suposta chave de segurança que a Microsoft liberou acidentalmente e que dá acesso a aparelhos baseados em Windows, como smartphones, tablets e computadores. O vazamento não é de grande risco: aparentemente é preciso ter contato direto com o aparelho para aproveitar a brecha instalando modificações no boot do sistema e implementar malwares.

De acordo com o post, aparentemente essa brecha era utilizada no debugging do sistema, um processo de identificação e remoção de erros. Ao acidentalmente tornar as chaves públicas, a empresa possibilitou o acesso dessa backdoor para outros usos. A Microsoft estaria trabalhando na correção dessa falha através de um patch, porém os pesquisadores acreditam que será impossível para a Microsoft neutralizar totalmente o risco dessa chave de acesso.

Essa falha traz a tona novamente a discussão sobre as "backdoors", um mecanismo que possibilita acessar um sistema ignorando as tecnologias de autenticação tradicionais, permitindo o acesso, inclusive remoto, dos dados e do funcionamento dos computadores. Esse recurso pode ser usado no desenvolvimento de softwares, facilitando o acesso em caso de falhas, porém também cria vulnerabilidades. Governos vem pressionando empresas de tecnologia para desenvolverem "backdoors" propositais e disponíveis para que os órgãos governamentais utilizem.

O caso mais notório recente aconteceu nos Estados Unidos, quando Agência Federal de Investigação americana (FBI) requisitou a Apple a criação de uma versão do iOS mais fácil de ser desbloqueada, para ter acesso aos dados iPhone de um terrorista envolvido no ataque de San Bernardino. A Apple recusou desbloquear o aparelho, alegando que isso criaria um precedente ruim, e não deseja expor os dados de seus clientes.

Via: The Next Web Fonte: MY123 e Slipstream
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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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