Polícia quer usar impressora 3D para desbloquear smartphone de uma vítima de assassinato

A justiça americana enfrenta resistência por parte da Apple, que não em cede acesso a smartphones de seus consumidores, e vem buscando formas de contornar a criptografia e os mecanismos de bloqueio dos iPhones. Recentemente a polícia de americana está tentando um método curioso: a impressão 3D da digital do dono do aparelho.

A polícia dos Estados Unidos fez o pedido ao laboratório da Universidade do Estado de Michigan, ao laboratório de Anil Jain, que tem como foco pesquisas para aumentar a segurança através da biometria. O órgão americano cedeu a pesquisadora os dados das impressões digitais da pessoa assassinada - ela possuía antecedentes criminais - para a criação de um modelo em 3D da digital de seus 10 dedos das mãos. Como os sensores são capacitivos, foi preciso aplicar uma camada bastante fina de partículas de metal às peças, para torná-las condutoras.

O desenvolvimento desses "dedos impressos" ainda não está finalizado, e Jain irá repassar à polícia quando finalizá-los. De acordo com a justiça americana, não há nenhum problema legal no método já que a Quinta Emenda protege o cidadão de se auto-incriminar, e como a pessoa em questão se trata da vítima, desbloquear o aparelho para auxiliar na investigação não irá ferir seus direitos. Curiosamente, a justiça americana também costuma diferenciar evidências "da mente", como roubar senhas, e evidências físicas, como amostras de sêmen, DNA, sangue ou fios de cabelo deixados na cena de um crime. As digitais da vítima entrariam nessa segunda classificação de evidência.

Fonte: Fusion
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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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