Sem grandes projetos de games, Kickstarter tem grande declínio de investimentos em 2016

A consultoria de análise de mercado ICO Partners, baseada no Reino Unido, está reportando uma queda vertiginosa nos investimentos recebidos pelo Kickstarter para crowdfunding de vídeo games no primeiro semestre de 2016 em relação ao mesmo período do ano passado. Foi prometido um total de US$ 8,2 milhões para os games nos últimos seis meses, contra um total de US$ 20 milhões tanto no primeiro semestre como no segundo em 2015.

Deve ser levado em conta que no ano passado foram financiados dois enormes projetos que mandaram os gráficos lá pra cima: Shenmue 3, anunciado na conferência da Sony na E3 2015 e que conseguiu acumular US$ 6 milhões; e Bloodstained: Ritual of The Night, um "sucessor espiritual" para Castlevania que conseguiu conquistar US$ 5,5 milhões. Porém, mesmo juntando esses dois sucessos, cujo total é de US$ 11,5 milhões e subtraindo seus valores nos períodos correspondentes, ambos semestres de 2015 continuam superando de longe a primeira metade de 2016.

Um dos motivos para isso, apontado pelo Polygon, seria um amadurecimento no pensamento das pessoas a respeito do crowdfunding, reconhecendo o quanto é difícil um dos projetos do Kickstarter realmente ver a luz do dia. O lançamento problemático de Mighty No. 9, o game que mais arrecadou dinheiro na plataforma a ser lançado até agora, também não ajudou na imagem da categoria.

A ICO Partners, no entanto, não tem apenas más notícias para o Kickstarter. O número de projetos ignorados, que não acumulam um dólar sequer, diminuiu. E o número de projetos menores a conseguirem ser financiados, abaixo dos US$ 500.000 de objetivo, aumentou. Isso indica uma maior confiança em projetos menos ambiciosos e mais espaço para estúdios realmente indie, sem grandes nomes para promover seus jogos como Keiji Inafune.

Via: Polygon Fonte: ICO Partners
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  • Redator: João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e curte games desde muito antes. Começou com o Master System e o gosto pelos jogos eletrônicos trouxe o gosto pela tecnologia. Escrever notícias e análises de jogos, hardware e dispositivos móveis para o Adrenaline, além de trabalho é uma alegria e um aprendizado.

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