Motorola explica o "downgrade" no Moto Z: apenas o modelo dos EUA é mais potente

Após diversas notícias de que a versão brasileira do Moto Z teria sofrido um corte de velocidade em comparação com a versão dos Estados Unidos, a Lenovo divulgou seu posicionamento oficial sobre o assunto. De acordo com a fabricante, apenas a versão norte-americana para a operadora Verizon, com codinome Droid, possui o processador Snapdragon 820 com clock de 2.2 GHz, enquanto o Moto Z internacional, distribuído no resto do mundo, possui velocidade de 1.8 Ghz.

Basicamente, não é o modelo brasileiro que sofreu um "downgrade", mas a versão da Verizon possui a mudança na frequência. Isso acontece por causa das diretrizes da operadora dos Estados Unidos, que exige smartphones topos de linha com determinada velocidade de processamento. Além disso, a Lenovo revelou que a própria empresa também faz alterações em seus smartphones para se adaptar ao padrão de consumidores de cada país. Por exemplo, o Moto Z brasileiro que virá com suporte a dois cartões SIM, buscando se adaptar ao perfil nacional de uso. Pelo mesmo motivo, o Moto Z brasileiro já chega com no mínimo 64GB de armazenamento interno, enquanto no exterior existem versões com 32GB.

Um ponto importante a destacar é o que foi mudado. Diferente do que aconteceu com o lançamento do LG G5, que no Brasil chegou apenas como LG G5 SE, não houve a troca do componente. Tanto o Moto Z vendido pela Verizon quanto o modelo nacional chegarão equipados com o Qualcomm Snapdragon 820. No caso da sul-coreana, o G5 nacional trocou o SoC topo de linha por um mais modesto Snapdragon 652. No caso do Moto Z, a mudança aconteceu na frequência máxima de operação: o modelo nacional vai chegar ao limite de 1.8GHz, enquanto o Moto Z vendido pela Verizon pode alcançar até 2.2GHz.

"Isso não representa mudança na experiência do usuário", afirma Renato Arradi, gerente de produtos da área de smartphones (Mobile Business Group) da Lenovo. "Um smartphone raramente opera em sua frequência mais alta, sendo que a grande maioria do tempo ele funciona utilizando frequências intermediárias que consomem menos energia e que já entregam performance suficiente para o uso cotidiano".

Outro fator importante da discussão é o efeito da mudança de frequência em chips de processamento. A relação entre clock e performance não é linear, como é possível notar no teste abaixo, que fizemos numa GPU de uma placa de vídeo, mas vai servir para ilustrar o que acontece também no Moto Z:

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nosso overclock na GTX 1080 G1 Gaming ser de pouco mais de 17% sobre o clock original (quase 1700MHz foram aumentados em mais 300MHz), o ganho prático de performance no teste foi de apenas 7%. O mesmo se repete em nosso overclock mais modesto na Fury X da Sapphire: subimos a frequência em 6%, mas o ganho foi de apenas 4%. Esse é um padrão que se repete em muitos chips de processamento: aumentar a frequência não traz um aumento em performance proporcional, da mesma forma que reduzir a frequência também não derruba o desempenho na mesma proporção: a placa perde menos desempenho se comparado ao quanto o clock foi reduzido.

Com suporte para módulos, o Moto Z tem chega ao mercado brasileiro em setembro. Confira as principais especificações do dispositivo abaixo:

- Tela: 5,5'' AMOLED com resolução Quad HD
- RAM: 4 GB
- Armazenamento: 64 GB expansível até 2 TB
- Câmera traseira: 13 MP
- Câmera frontal: 5 MP
- Sistema Operacional: Android Marshmallow

 

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  • Redator: Mateus Mognon

    Mateus Mognon

    Mateus Mognon é formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. Vencedor do prêmio SET Universitário na Categoria Reportagem Digital, atua nos sites do grupo Adrenaline desde 2014. Atualmente, colabora para os veículos com notícias, análises e artigos envolvendo tecnologia e games.

  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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