Não valeu esperar: primeiras análises de Mighty No. 9 são bastante negativas

Mighty No. 9 está ganhando potencial de se tornar a referência do que não deve ser feito em crowdsourcing. O game foi um grande sucesso no Kickstarter, alcançando quase 4 milhões de dólares (inicialmente buscava 900 mil), porém teve sua data de lançamento adiada diversas vezes e anúncios como uma serie de TV animada (antes mesmo do jogo ser finalizado) dava sinais de que os desenvolvedores perderam o foco. O primeiro trailer (vídeo acima) também não criou boas expetativas em muitos.

Saiu a primeira rodada de análises internacionais do jogo, e não há muito a se comemorar: o game está com notas agregadas em 58 no Metacritics, em sua versão do Xbox One. recebeu um doloroso 5.6 "medíocre" do IGN e, na análise mais positiva que encontramos até o momento, a do Detructoid, ele arrancou um "está ok" com pontuação 6.5. Falta de inspiração nos gráficos e nas fases, unidos com um gameplay desinteressante parecem ser os principais fatores que derrubaram as notas nas avaliações, enquanto apenas o mecanismo de dash parece ter cativado alguma simpatia.

O game levantou muita expectativa ao se apresentar como um sucessor espiritual do dificílimo Mega Man (ou Rockman, dependendo da região onde era publicado). Ele prometia trazer a essência dos games anteriores, com gameplay frenético e decidido no detalhe, e contava com um nome de peso no desenvolvimento: Keiji Inafune, um dos principais desenhistas da serie clássica e criador de personagens icônicos da franquia, como Zero. Nada disso, porém parece ter sido o bastante: na maioria das análises, há menções a falha do jogo em reviver a franquia do famoso personagem azulado.

Se ainda assim não perdeu a coragem,  está disponível em pré-compra no Steam por R$ 36,99, R$ 39 no Xbox One  e por salgados R$ 71 no PS4, com data de lançamento (e dessa vez vai) para amanhã (21/06).

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

Qual vai ser o melhor game de setembro de 2020?

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