Facebook muda seleção de Trending Topics para comprovar imparcialidade política

Em tempo de eleições nos Estados Unidos, o Facebook foi acusado por parlamentares do país de estar apresentando viés político liberal dentro de seus Trending Topics. Em resposta às denúncias, a rede social anunciou que fará mudanças no funcionamento dos Trending Topics para tentar amenizar a polêmica. A empresa também alegou que não possui parcialidade política sistemática e que conteúdos específicos não são selecionados para a plataforma.

Redes sociais Youtube, Twitter e Facebook recebem críticas por não removerem conteúdos preconceituosos

O Facebook utilizava algorítimos que se baseavam em publicações como as do New York Times e Wall Street Journal (grandes jornais americanos), e no processo editores conferiam os conteúdos em questão. A partir de agora os assuntos mais populares da rede social não vão mais se basear em uma lista de sites pré definidos, já que a prática estaria reforçando a referência de veículos com viés liberal, excluindo os conservadores, segundo as acusações. Algumas ferramentas utilizadas pelos editores no processo de revisão também serão mudadas; a “blacklist” (“lista negra”) de sites vai mudar para “revisit” (“rever”). A ferramenta “injection” (“injetar”), usada para adicionar assuntos aos Trending Topics será alterada para “topic correction” (“correção de tópico”)

"Nossa análise dos dados indicou que temas conservadores e liberais são aprovados como trending topics em porcentagens praticamente idênticas"
- Facebook sobre análise interna.

Além das mudanças, o Facebook iniciou uma investigação interna sobre parcialidade da empresa, e disse que "apesar de não encontrar evidências de parcialidade, não pode excluir o 'erro humano' na seleção de tópicos". A companhia publicou uma carta de 12 páginas explicando a investigação ao Senador John Thune , já que o político foi um dos membros do Congresso americano que acusou o Facebook de suprimir notícias "do lado conservador". Na carta, a empresa afirma que também vai remover a capacidade das pessoas de atribuir um "nível de importância" aos tópicos. 

Criptografia de mensagens no Whatsapp não agrada diretor do FBI: "existem terroristas e criminosos entre os usuários"

- Continua após a publicidade -

É possível conferir o anúncio oficial da empresa através deste link.

Via: Venture Beat
Tags
  • Redator: Mariela Cancelier

    Mariela Cancelier

    Mariela é jornalista pela Universidade Federal de Santa Catarina e gosta de jogos de luta e MOBAs. Foi estagiária do Adrenaline e Mundo Conectado e atualmente é redatora freelancer em ambos os sites.

Bingo pré-lançamento Radeon RX 6000. A Big Navi vai ser:

O que você achou deste conteúdo? Deixe seu comentário abaixo e interaja com nossa equipe. Caso queira sugerir alguma pauta, entre em contato através deste formulário.