Google quer ensinar ao seu Android quem você é para não precisar mais de senhas

O chefe dos projetos avançados de tecnologia na Google (ATAP) falou na I/O sobre uma nova solução de segurança em desenvolvimento para o usuário não precisar mais ficar mexendo com senhas toda vez que acessar um aplicativo que exija um login. Trata-se de uma nova API chamada "Trust", um novo desenvolvimento no Projeto Abacus, mostrado primeiro no ano passado.

O Abacus opta por biometria em vez de identificação em duas etapas para o login do usuário, mas a Trust API vai além de reconhecer suas digitais para destravar o smartphone ou ler a íris através da webcam para acessar algum aplicativo. A ideia da nova tecnologia é ter um sistema que constantemente colhe padrões de comportamento do usuário, como reconhecimento facial, de voz, velocidade, padrões de digitação, localização atual e até outras características. Mantendo o aparelho Android "ciente" dessas informações, ele seria capaz de determinar um "Trust Score", uma "pontuação de confiabilidade". Essa pontuação não seria fixa, variando do número de qualidades suas que a API consegue determinar para o dispositivo. Seria o "nível de certeza" que seu Android tem de que você é você. Usar ele em casa, por exemplo, provavelmente aumentaria seu "Trust Score" em relação a usá-lo num lugar que você nunca foi. E é com essa pontuação que seus aplicativos se destravariam, em vez de exigir uma senha ou a leitura de suas digitais.

A ideia do pessoal na ATAP é que diferentes aplicativos exijam diferentes pontuações dependendo de seu nível de segurança. Um jogo precisaria de menos pontos do que seu app do banco, por exemplo.

E a Trust API, diferentemente do que possa aparecer, não é um projeto para um futuro distante. A Google pretende ter dispositivos usando a tecnologia até o fim deste ano, levando a Trust API para desenvolvedores poderem implementar em seus aplicativos.

Fonte: TechCrunch
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  • Redator: João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e curte games desde muito antes. Começou com o Master System e o gosto pelos jogos eletrônicos trouxe o gosto pela tecnologia. Escrever notícias e análises de jogos, hardware e dispositivos móveis para o Adrenaline, além de trabalho é uma alegria e um aprendizado.

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