Twitter impede que CIA acesse informações da rede social através de serviço de análise Dataminr

Mais um capítulo da novela "Empresas de tecnologia versus Governo Americano" está no ar, e o protagonista da vez é o Twitter. De acordo com o Wall Street Journal, o microblog está impedindo que a CIA utilize os dados de usuários da rede social pelo serviço Dataminr, que faz mapeamentos de tweets, encontra padrões e vende informações para clientes.

O Dataminr é a única empresa que possui permissão do Twitter para varrer totalmente a rede social e vender as informações encontradas no microblog. Os principais clientes do serviço de monitoramento de mídia são empresas de pesquisas e conglomerados de comunicação.

O Twitter decidiu barrar o acesso para o governo norte-americano por causa das políticas do site de não vender informações para autoridades para fins de vigilância. Segundo o TechCrunch, que utiliza o Dataminr, o serviço possui um período de testes gratuito, que, quando chega ao fim, requisita uma assinatura paga. Segundo as fontes do WSJ, a In-Q-Tel, companhia que cuida das finanças da CIA, tentou fazer uma assinatura paga, mas os executivos do Twitter disseram que não cederiam informações para a agência de segurança norte-americana.

O software é interessante para o Governo dos Estados Unidos por causa de uma ferramenta que emite alertas indicando possíveis ataques terroristas, crimes e grandes eventos através de padrões de postagem em mídias sociais. De acordo com o WSJ, o governo norte-americano demorou apenas alguns minutos para saber dos ataques terroristas em Paris, no ano passado, graças ao monitoramento de área do Dataminr.

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O Dataminr é uma empresa aberta e o Twitter possui 5% das ações da empresa. Segundo o Intercept, a empresa de análise também recebeu investimentos da CIA, em abril. Apesar do foco do Dataminr ser a varredura completa dentro do Twitter, a companhia também faz análises de outras fontes de informação publicas, incluindo sites e outras redes sociais.

O Twitter não é a primeira empresa a se rebelar contra as autoridades norte-americanas e impedir o acesso aos dados de clientes. Em fevereiro, a Apple se recusou a criar um software especial para o FBI hackear um iPhone 5c que pertencia a um terrorista. A briga motivou outras empresas a se posicionarem sobre o assunto e buscarem melhorias na legislação norte-americana relacionada a privacidade na internet.

 

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Via: WSJ, TechCrunch
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  • Redator: Mateus Mognon

    Mateus Mognon

    Mateus Mognon é formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. Vencedor do prêmio SET Universitário na Categoria Reportagem Digital, atua nos sites do grupo Adrenaline desde 2014. Atualmente, colabora para os veículos com notícias, análises e artigos envolvendo tecnologia e games.

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