Xiaomi pode desistir e sair do Brasil ainda neste ano

[+update]: A Xiaomi se pronunciou sobre as informações divulgadas pelo Manual do Usuário. Vocês podem conferir mais detalhes nesse link.

[+texto original]: O Manual do Usuário conseguiu obter informações diretamente de fontes próximas à Xiaomi, que preferiram permanecer anônimas, de que a empresa estaria enfrentando dificuldades no Brasil e cogitando sair do país ainda em 2016, apenas um ano depois de ter estreado em mercado nacional com o Redmi 2.

Os problemas encontrados pela Xiaomi por aqui, segundo o relato do site, teriam se iniciado logo na chegada. A empresa tentou importar seu modelo de negócios que vinha dando muito certo na China, mas que não é o preferido nem costume dos brasileiros. Uma das características mais marcantes sendo as "flash sales" diretamente do fabricante, em que a Xiaomi vendia seu Redmi 2 diretamente para as pessoas em horários pré-determinados quando era liberado o botão "comprar". Bugs neste botão que não liberavam ele na hora certa, a desconfiança do brasileiro em comprar diretamente de uma fabricante que ele ainda não conhecia e a falta de opção de pagar no boleto, aparentemente uma grande preferência por aqui, foram característica que minaram as vendas do smartphone logo no início, mesmo o aparelho custando apenas R$ 499 em seu lançamento.

Análise do Redmi 2

Enquanto muitas das informações não são confirmadas, o modelo de vendas para o Redmi 2 e, agora, o Redmi 2 Pro também, visivelmente mudou. Primeiro a Xiaomi tentou uma parceria com a gigante Vivo para vender seus smartphones em lojas da operadora e atualmente já encontramos os Redmi na maioria das lojas comuns de varejo por aí. Mas não é aqui que acabam os problemas relatados pelo Manual do Usuário para a companhia.

- Continua após a publicidade -

Aparentemente estão sendo vendidos, em média, apenas 10 mil smartphones da chinesa por mês, número relativamente baixo para um aparelho voltado para o segmento do custo x benefício e que pretende vender grandes volumes. Segundo o IDC, em 2015 foram vendidos 3,9 milhões de smartphones por mês no Brasil. E um outro motivo pra isso foi o "azar" da Xiaomi em chegar justamente no ano em que foram suspensas insenções de impostos da Lei do Bem que estavam ajudando a baratear muito os smartphones. 

Agora, segundo as informações extra-oficiais, a Foxconn de Jundiaí, que fabrica o Redmi 2 Pro, teria cessado sua produção já há meses, com um estoque completamente parado. Alguns funcionários ligados à Xiaomi já nem estariam mais comparecendo todo dia ao trabalho e já procurando por alternativas. 

Mais um golpe contra a companhia seria em relação ao seu Mi Power Bank, que não é fabricado aqui, mas sim importado. Uma classificação incorreta para a bateria no seu processo de importação teria sido descoberta pela Receita, o que acarretou uma multa pesada contra a Xiaomi. Além disso, testes da Anatel para homologação das baterias teriam encontrado vazamentos e até explosões, o que suspendeu as vendas do Power Bank por aqui.

As fontes do Manual do Usuário informam que em breve será tomada a decisão de sair ou não do Brasil, mas a Xiaomi, em fala oficial, ainda nega:

- Continua após a publicidade -

A informação não procede. Estamos inclusive expandindo os canais através dos quais vendemos nossos produtos, vide as parcerias com Walmart, CNOVA, Webfones, etc.

Fonte: Manual do Usuário
Assuntos
Tags
  • Redator: João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e curte games desde muito antes. Começou com o Master System e o gosto pelos jogos eletrônicos trouxe o gosto pela tecnologia. Escrever notícias e análises de jogos, hardware e dispositivos móveis para o Adrenaline, além de trabalho é uma alegria e um aprendizado.

Qual vai ser o melhor game de setembro de 2020?

O que você achou deste conteúdo? Deixe seu comentário abaixo e interaja com nossa equipe. Caso queira sugerir alguma pauta, entre em contato através deste formulário.