37 milhões de usuários não poderão navegar de forma segura na web a partir de 2016

Se você usa um smartphone muito antigo ou um PC ainda no Windows XP em uma versão anterior ao Service Pack 3, o começo de 2016 vai trazer uma surpresa ruim: não será mais possível navegar em "sites seguros", aqueles que usam padrões de criptografia para garantir que as informações do usuário não sejam interceptadas. 

O motivo é o fim do suporte ao padrão SHA-1, um formato de criptografia publicado pela Agência de Segurança Americana em 1993. A partir de 2016, o padrão não será mais certificado para conexões seguras, o que significa que browsers precisarão migrar para o mais moderno SHA-2 para continuar utilizando esse protocolo de encriptação de forma certificada.

A principal crítica à mudança, encabeçada por emrpesas como Facebook e CloudFare, é que essa troca irá deixar muitos usuários sem suporte. Estima-se que em torno de 37 milhões de usuários ainda usam aparelhos compatíveis apenas com o formato SHA-1, com taxas mais elevadas em países em desenvolvimento. Em uma transição anterior, do padrão MD5 para o SHA-1, houve uma janela maior de tempo para a migração e menos usuários ficaram prejudicados com a mudança.

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O conflito está focado em dois extremos. Continuar utilizando a certificação SHA-1 coloca em risco usuários pois o padrão já não é mais considerado suficientemente seguro, enquanto partir para o SHA-2 pode excluir uma quantidade expressiva de pessoas do acesso ao conteúdo. Algumas empresas estão implementando uma solução temporária: ao identificar que o browser em uso não possui suporte ao novo padrão, ativa o SHA-1 em seu lugar e assim consegue garantir o acesso. 

{fonte}Buzzfeed|http://www.buzzfeed.com/sheerafrenkel/nearly-40-million-people-might-not-be-able-to-safely-browse?bffbnews&utm_term=.oagqLYE1d#.ocv7pY4qJ{/fonte} 

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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