Seattle aprova projeto de lei para deixar motoristas do Uber e Lyft formarem sindicatos

Apesar do Uber ainda não reconhecer seus trabalhadores com o funcionários, as autoridades continuam trabalhando como se eles fossem e quer tentar garantir mais direitos para essas pessoas. Em Seattle, nos Estados Unidos, o conselho da cidade (equivalente à Câmara de Vereadores) votou para que motoristas do Uber e do Lyft possam se organizar em sindicatos. Mas as coisas ficam mais complexas.

A lei federal dos EUA, que não pode ser circunscrita por legislaturas municipais, estabelece que é proibida a formação de sindicatos por trabalhadores por contrato como o do Uber, sem uma relação direta de empregador e empregado. Isso é para evitar que profissionais assim formem carteis de preços. Isso torna a decisão do conselho de Seattle ilegal. Mas a lei não é automaticamente revogada, cabe a alguma côrte federal decidir pela anulação da nova norma, se não ela pode entrar em vigor.

A iniciativa do conselho de Seattle se deu depois que as empresas por trás do Uber e do Lyft diminuíram o pagamento a seus motoristas e a ideia é dar a eles mais poder para negociar os seus "salários". Um representante do Uber, porém, argumentou que os motoristas da plataforma gostam do modelo atual e a flexibilidade que ele oferece, dizendo que "o Uber está criando novas oportunidades para muitas pessoas para terem um ganho de vida melhor em seu próprio tempo e com seus próprios termos." 

{via}Engadget|http://www.engadget.com/2015/12/14/seattle-approves-organized-labor-for-ridesharing{/via} 

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  • Redator: João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e curte games desde muito antes. Começou com o Master System e o gosto pelos jogos eletrônicos trouxe o gosto pela tecnologia. Escrever notícias e análises de jogos, hardware e dispositivos móveis para o Adrenaline, além de trabalho é uma alegria e um aprendizado.

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