Pais de Ahmed, o "menino do relógio caseiro", exigem US$ 15 milhões da escola e da prefeitura

Em setembro, o jovem Ahmed, de apenas 14 anos, foi levado algemado para a delegacia depois de aparecer na escola com um relógio que havia feito em casa e que seus professores consideraram parecido com uma bomba. A maneira como o menino foi tratado gerou muita repercussão pois levantou a suspeita de que haveria uma certa dose de racismo envolvido e, agora, os pais do garoto querem ser ressarcidos pela escola e pela prefeitura da cidade onde tudo ocorreu num total de US$ 15 milhões.

Enquanto ainda estava nos Estados Unidos, Ahmed foi convidado a visitar a sede da Google e até a Casa Branca pelo próprio presidente Barack Obama. A história parecia ter acabado quando ele e sua família se mudaram para o Qatar, onde o menino ganhou uma bolsa pela Fundação para a Educação do país. Mas a família do garoto não está pronta para esquecer tudo que aconteceu.

Os pais de Ahmed consideram que foi, sim, racista a maneira como o caso foi conduzido. As autoridades teriam determinado imediatamente que o relógio era inofensivo, mas optaram por algemar o menor de idade mesmo assim "por causa de sua raça, nacionalidade e religião". Essa exposição e humilhação teria trazido severos traumas psicológicos ao garoto. Além disso, a polícia teria ainda praticado um interrogatório irregular, sem a presença dos responsáveis pelo menor, mesmo depois dele ter claramente pedido pelos pais. Em vista disso, eles enviaram uma carta à escola e à prefeitura de Irving (cidade onde tudo ocorreu) exigindo um pedido forma de desculpas do prefeito e do diretor, além do ressarcimento de US$ 10 milhões pela cidade e US$ 5 milhões pela escola. As instituições não comentaram o caso.

{via}CNET|http://www.cnet.com/news/ahmed-the-clock-boy-wants-15-million-from-city-and-school/#ftag=CAD590a51e{/via} 

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  • Redator: João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e curte games desde muito antes. Começou com o Master System e o gosto pelos jogos eletrônicos trouxe o gosto pela tecnologia. Escrever notícias e análises de jogos, hardware e dispositivos móveis para o Adrenaline, além de trabalho é uma alegria e um aprendizado.

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