Vendas de vinil valem mais que Youtube na Inglaterra; chefe da indústria musical critica plataforma

Na conferência de música Music Futures, na Inglaterra, o chefe do BPI (Indústria Fonográfica Britânica), Geoff Taylor, disse que os lucros em vinil valiam mais do que todos os "fluxos de 14 bilhões de músicas no YouTube" de 2014. Embora ele não tenha dado um valor específico, sabe-se que ano passado mais de 1,3 milhão de discos de vinil foram vendidos no Reino Unido. Basicamente, o chefe afirmou que as vendas de mídia física davam muito mais lucro do que os streamings de música na plataforma.

"[...] Para colocar isto em perspectiva, as gravadoras britânicas ganharam mais receita no ano passado a partir de vinil do que eles fizeram a partir dos 14 mil milhões de streams de música no YouTube."
- Geoff Taylor na Music Futures

Em resposta aos comentários de Taylor, um porta-voz do YouTube disse que "vídeos de música no YouTube pode ser descobertos por mais de 1 bilhão de pessoas e em mais de 80 países. Até o momento, nós pagamos US$ 3 bilhões para a indústria da música e esse número está crescendo ano a ano". A empresa também citou o seu "YouTube para artistas" e o serviço de vídeos e streamings pagos junto ao novo YouTube Red.

Google ameaça remover vídeos de YouTubers parceiros que não aderirem ao YouTube Red

Em seu discurso, Taylor chamou a atenção para uma outra área de tensão entre a indústria da música e o YouTube: a forma como a legislação europeia se aplica a serviços como YouTube e SoundCloud. A legislação atual isenta esses serviços da responsabilidade de músicas e vídeos enviados por seus usuários com direitos autorais. "Nós não usamos tanto estas plataformas globais (no Reino Unido), por isso, espero que o nosso governo tome uma posição forte na revisão da lei, e que essas políticas sejam refeitas".

- Continua após a publicidade -

Streaming de conteúdos multimídia já é mais importante do que TV aberta

Taylor também acrescentou que ele é um defensor da publicidade de streaming de música em serviços como o Spotify, e que quer ver essas empresas transformando mais usuários gratuitos em usuários pagantes porque "[...] O dinheiro que volta para a indústria musical através de anúncios e serviços não está aumentando no mesmo ritmo em que o consumo de músicas é feito no YouTube e Spotify". "Não podemos simplesmente dar a nossa música de graça, isso não é um modelo de negócio".

{via}The Guardian|http://www.theguardian.com/technology/2015/nov/13/vinyl-sales-youtube-streams{/via} 

Tags
  • Redator: Mariela Cancelier

    Mariela Cancelier

    Mariela é jornalista pela Universidade Federal de Santa Catarina e gosta de jogos de luta e MOBAs. Foi estagiária do Adrenaline e Mundo Conectado e atualmente é redatora freelancer em ambos os sites.

O que você achou deste conteúdo? Deixe seu comentário abaixo e interaja com nossa equipe. Caso queira sugerir alguma pauta, entre em contato através deste formulário.