BGS 2015: Catalyst tem tudo para ser muito melhor que o primeiro Mirror's Edge

Fãs de Faith e do game no estilão "parkour" mal podem esperar pelo "próximo" capítulo da franquia Mirror's Edge, e nós tivemos a oportunidade de jogar o pré-alpha do jogo durante a Brasil Game Show 2015. E apesar de nosso gameplay de apenas 15 minutos, dá para ficar muito otimista com o que está por vir.

Na essência, o jogo mantém as fundações do primeiro título. Faith Connors é uma "runner", um grupo marginalizado em uma sociedade futurista corrompida que vive  de trabalhos freelance de espionagem industrial, furto ou qualquer outro "serviço sujo" que precise de alguém ágil e discreto. Os telhados de muito branco e perfeição seguem como o cenário principal da ação, mas enfim em Catalyst o jogo irá mostrar mais do mundo onde está inserido.  O conflito entre o grupo dominante na sociedade e a resistência é pela primeira vez delineado, e o jogador vai ver (e influenciar) o destino dessa luta.

Em Catalyst enfim vamos conhecer o mundo de Mirror's Edge, que foi apenas o pano de fundo no primeiro game

 

Essa abertura não acontece só no enredo: o mundo de Mirror's Edge está acessível para o jogador ao longo do gameplay, deixando a linearidade e dando a possibilidade de se deslocar pelos arranha-céus da cidade. A troca para o formato "mundo aberto" melhora muito a imersão, pois enfim você é mesmo um "runner", buscando o caminho pelos telhados e construções da cidade de Glass. Esse era o pedaço que faltava ao jogo, que agora realmente traz ao jogador a sensação de ser esse ser livre pra atuar pelas ruas de Glass.

Qual era o sentido de ser um runner se você não podia correr livremente?

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Em nosso gameplay tivemos acesso a três missões, e a mecânica é bem semelhante a outros jogos de mundo aberto. Você marca o ponto no mapa e se desloca até o local onde está a missão, mas com um diferencial importante: seu caminho é feito saltando, escalando e escorregando pelas construções, na mecânica que torna esse game tão diferente dos demais.

Esqueça as armas. Enquanto estiver em movimento, você está seguro

O que mais me animou sobre o game foi, sem dúvida, o foco maior nos combates corpo-a-corpo. O primeiro game trazia elementos de combate a curto espaço, porém também trouxe momentos em que se fazia necessário o uso de armas. Essa era a parte em que eu desanimava no jogo. Mirror's Edge tem sua mecânica de "parkour" como o elemento mais interessante e seu grande diferencial, e esses trechos em que Faith segurava uma arma me sentia novamente no frustrante e batido mundo dos FPSs, onde já temos mais franquias do que se pode querer.

Com Catalyst, o foco está todo em sua cinética, mesmo nos combates. Enquanto você conseguir se manter em movimento, você está "seguro". O truque é encaixar seu deslocamento com o  nocaute dos inimigos, seja saltando sobre eles, rolando e os chutando por baixo ou embalando contra a parede e aplicando uma carga contra eles. Sua agilidade é velocidade são a chave para um ataque bem sucedido, e tudo encaixa de uma forma mais eficiente com a proposta do game.

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O jogo também me pareceu mais "permissivo" com erros de timming do jogador. Enquanto o primeiro game dava trabalho até entender os momentos precisos em que era preciso apertar o botão para roubar uma arma, por exemplo, em Catalyst apertar o "X" com muita antecipação não impede que o movimento de ataque seja mal executado. Uma lógica mais ou menos parecida se aplica aos saltos ou o deslizar de Faith, que tem como punição apenas uma perda do embalo. Para os jogadores mais habilidosos e capazes de utilizar corretamente seu momentum, fica a recompensa de realizar os movimentos de forma mais rápida e aquela sensação de se deslocar de forma fluída pelos ambientes.

Resumindo, Catalyst trouxe três elementos que tem tudo que é preciso para torná-lo muito superior ao primeiro jogo. Uma história que irá trazer o conflito por trás desse mundo, um gameplay de combate muito melhor integrado com a mecânica de parkour e, principalmente, a liberdade para correr por Glass e descobrir o que se esconde nessa distopia. Todos esses elementos tornam o próximo game protagonizado por Faith um dos jogos mais promissores do ano que vem.

Mirror's Edge Catalyst chega em 23 de fevereiro de 2016, disponível PlayStation 4, Xbox One e PC.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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