IBM anuncia avanços em chips com nanotubos em carbono, pronta para o resgate da Lei de Moore

A Lei de Moore parece estar próxima de seu limite, resultado das dificuldades de fabricantes como Intel em reduzir ainda mais a litografia dos processadores. Como simplesmente fazer os transistores menores está ficando difícil, está chegando a altura em que é preciso de uma mudança mais drástica na tecnologia, e nesse front a IBM trouxe uma notícia interessante essa semana.

A empresa afirma ter feito um avanço importante no desenvolvimento dos nanotubos em carbono, uma estrutura formada por átomos de carbono enrolados formado um tubo, capazes de operar como transistores porém em um tamanho significativamente menor que o que temos hoje como silício tradicional. Atualmente os processadores para computadores e smartphones mais avançados estão sendo desenvolvidos em 14nm, enquanto a criação dos chips baseados em 10nm vem "patinando", sendo que a própria Intel mudou a cadência de seu ciclo "Tick-Tock" adiando o lançamento de chips na nova litografia.

Os nanotubos de carbono já se provaram como uma alternativa viável aos transistores tradicionais, porém o desafio era fabricar esse formato em tamanhos na casa dos 10 nanômetros e manter a estabilidade. De acordo com a IBM, a empresa já é capaz de fabricar os nanotubos em 10nm sem perdas de desempenho. (Na foto acima, nanotubos em suspensão líquida)

Apesar de ser possível, ainda há desafios para serem solucionados antes da tecnologia ser implementada. A redução dos transistores precisa ser acompanhada da diminuição do tamanho dos contatos, o que resulta em uma maior resistência na passagem da tensão e consequente perda de performance. Também é preciso achar uma solução eficiente e barata, pois a Lei de Moore prevê um aumento no número de transistores mantendo um patamar de preço, e uma nova tecnologia de chips não irá se consolidar se chegar com um custo de fabricação muito superior ao que já está disponível no mercado.

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{via}Quartz|http://qz.com/515121/ibms-super-fast-powerful-and-tiny-carbon-computer-chips-could-soon-be-in-all-our-devices/{/via} 

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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