Intel quer resolver os problemas de segurança dos carros conectados

A várias horas e quilômetros rodados do carro autônomo da Google sem bater (quer dizer, sem ele bater em alguém) aos pouco vão dando segurança aos consumidores que os carros altamente conectados podem ser seguros. Com essa etapa superada, o maior medo passa a ser outro: a segurança. Como todo sistema computacional, um carro conectado na internet é vulnerável a ataques, e a última coisa que você quer é 1 tonelada de metal se movendo a 80 quilômetros por hora controlado por um desconhecido.

A Intel lançou uma iniciativa para avançar na cibersegurança em automóveis, a Automotive Security Review Board (ASRB). A empresa buscará talentos globais na área, criando audições para disseminar as melhores técnicas para garantir a segurança dos sistemas embarcados em automóveis. Já é possível se inscrever para participar dessa iniciativa através do site oficial da ASRB,disponível neste link. A maior colaboração, que traga o recurso mais inovador e importante para a cibersegurança da plataforma de segurança da Intel, será recompensada com um novo carro.

De acordo  com dados do Gartner, em 2020 o número de carros de passageiros conectados será de 150 milhões, e entre 60 e 75% deles serão capazes de consumir, criar ou compartilhar dados na internet.

De acordo com especialistas de cibersegurança da European School of Management and Technology, os carros atuais são apenas "moderadamente seguros", e seu funcionamento torna essa questão séria. "Você provavelmente vai sobreviver se alguém desligar o sistema de entretenimento em seu veículo, mas a história muda quando estamos falando de airbags, freios e aceleradores", alerta Sandrou Gayken ao site AutomotiveIT. Felizmente, há uma movimentação de diversas empresas da área de segurança em TI, como Symantec e a própria Intel, que podem mudar o quadro. "Se você olha as novas tecnologias que estão sendo incorporadas aos carros, há mais motivos para otimismo porque os desenvolvedores estão ancorando firmemente aspectos de segurança já no princípio", afiram Gayken.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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