Com problemas nas vendas do OnePlus 2, CEO admite: "nós estragamos tudo"

A OnePlus fez fama como uma empresa que entrega bons smartphones Android sem o custo muito altos das concorrentes, mas que tem como principal problema a pouca disponibilidade de aparelhos. Com margens de lucro menor, a fabricante também precisa de uma maior eficiência na cadeia de produção para garantir menor desperdício.

Para alcançar essa eficiência, a empresa criou um sistema de "pré-compra" onde os consumidores precisariam conseguir convites para adquirirem seu aparelho, e dessa forma dar a possibilidade da empresa de organizar sua produção. O modelo de negócio foi utilizado no OnePlus One e foi duramente criticado, enquanto sua "segunda geração" com o OnePlus 2 prometeu contornar todos os problemas, com recursos como até 50 vezes mais estoque e também uma fila de espera simplificada para os consumidores que aguardam o convite.

Apesar das mudanças, o resultado não foi positivo e após várias críticas o CEO da OnePlus admitiu que "nós estragamos o lançamento do OnePlus 2".  Mesmo com o aumento da disponibilidade, a fila de espera para a aquisição do aparelho ultrapassa as 3 semanas no mercado americano. A principal causa seria a dificuldade de lidar com a logística dos componentes, com problemas que afetam até mesmo os conectores USB 3.1 Tipo C, presentes no aparelho.

 Hardware é extremamente difícil. Há muitas coisas para considerar, como fluxo de caixa, inventório, cadeia de suprimentos e produção. A cada passo, existem minas para os não iniciados e descuidados. Isso é uma reflexão, não uma desculpa.

- CEO da OnePlus, em post no forum da empresa 

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O OnePlus 2 e um Android do segmento topo de linha, com tela de 5.5 polegadas FullHD, 3 ou 4GB de RAM, processador Qualcomm Snapdragon 810 e câmera de 13MP. Seu preço é de US$ 319, bastante competitivo considerando suas especificações técnicas.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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