Mais de 99% dos perfis de mulheres no Ashley Madison eram falsos ou nunca foram usados

O roubo de informações dos usuários do site Ashley Madison já resultou em muita polêmica e até processos judiciais, e parece que o assunto vai render por um bom tempo ainda. A mais recente descoberta vem da equipe do Gizmodo, que analisou a fundo a base de dados que os hackers publicaram e descobriu que a absoluta maioria dos perfis femininos do site eram falsos.

A própria Impact Team, responsável pelo ataque, já havia confirmado essa informação. Porém, o que não se sabia, era que o número de perfis falsos – ou que nunca foram usados – era ainda maior do que se imaginava. A editora-chefe do Gizmodo, Annalee Newitz, descobriu que mais de 99% dos perfis de mulheres no site se enquadram nessa situação. 

Primeiro, ela verificou cerca de 10 mil contas que usavam o domínio ashleymadison.com, um claro sinal de que elas eram falsas. Depois, Newitz descobriu 68 mil perfis criados por um único IP: 127.0.0.1, que indica que eles eram de um computador de dentro da sede da companhia. Para completar, o sobrenome mais utilizado por essas supostas usuários era um bastante incomum, que era baseado no sobrenome de uma ex-funcionária do Ashley Madison.

A informação mais convincente para a editora-chefe veio do campo de dados chamado "mail_last_time". Ele mostra quando foi a última vez que determinado usuários checou seu inbox no site. O resultado: apenas 1.492 das mulheres cadastradas fizeram isso ao menos uma única vez. Mas o número de mulheres que usaram o site não é tão baixo assim, afinal 12.108 dos perfis que pagaram para ser deletados eram femininos. Enquanto isso, cerca de 20 milhões de homens checaram seu inbox ao menos uma vez, e 173 mil pagaram para deletar suas contas.

{via}Gizmodo|http://gizmodo.com/almost-none-of-the-women-in-the-ashley-madison-database-1725558944|Engadget|http://www.engadget.com/2015/08/27/ashley-madison-barely-has-female-users/{/via} 

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  • Redator: Carlos Felipe Estrella

    Carlos Felipe Estrella

    Apaixonado por games desde os 6 anos de idade, quando ganhou um Playstation, época em que também se divertia com o Super Nintendo dos outros. Em 2005 migrou para o PC, e aí começou a se interessar por tecnologia também. Apesar disso, nunca conseguiu largar a preferência por jogos de corrida e de esporte, principalmente os de futebol. Estuda jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina.

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