AMD detalha sua nova APU Carrizo e tecnologias gráficas no Hot Chips Symposium

Técnicos da AMD apresentaram no simpósio anual de chips, Hot Chips Symposium, detalhes sobre o rendimento e a eficiência energética das novas APUs Carrizo e da nova família de GPUs Fiji. Os resultados se concentraram nos vídeos de alta definição e na capacidade dos motores gráficos da sexta geração das APUs série A da AMD . Usando o design system-on-chip (SoC), os novos processadores série A foram pensados para reduzir o consumo dos núcelos x86 em 40%, ao mesmo tempo que oferece um ganho de rendimento para o chip em gráficos e performance multimídia se comparado à geração anterior.

As APUs Carrizo, numa arquitetura de 28 nm, chegaram com três focos principais: maior duração de bateria, manter a liderança na área de performance gráfica para jogos e trazer evoluções nos núcleos de processamento. Estes SoCs (sistemas-em-um-chip) possuem quatro núcleos "Excavator" com 2MB de memória L2 Cache, gráficos integrados baseados na arquitetura Graphic Core Next de terceira geração e suportam memórias DDR3 em dual-channel operando a até 2133 MHz. 

Os núcleos Excavator receberam importantes refinamentos. O conjunto de instruções incluem AVX2, MOVBE, SMEP e Bmi1/2, juntamente com mais opções de energia para reduzir o consumo quando o chip não é utilizado para extensão. A AMD promete uma maior eficiência energética, entregando 2.4 vezes mais performance por watt consumido, um salto considerável comparado ao ritmo da evolução observada nos chips Kaveri. A principal diferença entre a geração Carrizo e a Kaveri é o número de transistores, sendo 3.1 bilhões e 2.41 bilhões, respectivamente. 

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Os chips Carrizo são equipados com Compute Unites baseados na terceira geração da arquitetura GCN, a mesma presente nas placas de vídeo da empresa. Estes gráficos integrados trazem suporte ao DirectX 12 e, ao total, a parte gráfica das APUs entrega até 819 GFLOPS de processamento. 

Este novo design permite o controle de tensão e frequência independente, de acordo com a demanda exigida pelo computador. Assim, o motor gráfico pode se ajustar a uma determinada tensão com base nas demandas de uma aplicação. O novo recurso de compressão de cores também economiza espaço, reduzindo a quantidade de largura de banda necessária para carregar os dados. O motor gráfico pode oferecer uma melhoria na velocidade de leitura/escrita desses dados entre 5 e 7% em jogos.

Os notebooks equipados com as APUs de sexta geração já estão disponíveis no mercado por diversas fabricantes.

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  • Redator: Mariela Cancelier

    Mariela Cancelier

    Jornalista pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), fui estagiária do Adrenaline/Mundo Conectado entre 2015 e 2017. Gosto de jogos de luta (o que marcou minha infância foi Tekken 4) e MOBAs. Atualmente sou colaboradora de ambos sites e apareço de vez em quando em alguns vídeos e reviews dos canais.

Devem existir lançamentos de chips com melhorias na mesma arquitetura

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