GamesCom 2015: Street Fighter V traz lutas intensas com boas novidades na mecânica

 

É claro que uma das franquias de luta mais populares nos jogos eletrônicos não iria ficar de fora da maior feira europeia de games. Durante os abarrotados pavilhões da GamesCom 2015, tive a oportunidade de jogar "Street Fighter V", sequência da tradicional série da Capcom. Foram cerca de 15 minutos de lutas intensas e alguns especiais cabulosos liberados às vezes sem nem saber direito como.

Diferente do falho período de testes beta de "Street Fighter V", tudo aqui estava funcionando desta vez, inclusive com todos os personagens já confirmados até o momento: Ruy, Ken, Chun-Li, Vega, M. Bison, Nash, Birdie, Cammy e o inédito Necalli. Só foi possível experimentar três lutas no padrão "melhor de 5", sobrando pouco tempo hábil tempo para conhecer as mecânicas de luta e alguns dos golpes novos implementados nos personagens clássicos e no novato "super sayajin". Ainda assim, foi o suficiente para conhecer algumas novidades que definitivamente deram uma nova cara à série.


Hadouken!

A ordem de escolha dos personagens nas três lutas foram Ryu, Cammy e Necalli. E já nos primeiros segundos de gameplay foi possível perceber alguns detalhes na mecânica. Os veteranos na franquia, por exemplo, não terão qualquer problema para se adaptar ao novo game. A velocidade das partidas, a cadência de aplicação de golpes e as respostas aos comandos continuam tão precisas quanto "Street Fighter IV" - e todos os seus relançamentos melhorados.

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Inevitavelmente, as lutas em Street Fighter tendem a convergir para o uso de especiais, assim que as barras são enchidas. "Street Fighter V" tem duas dessas barras: a V-Gauge e a EX. O primeiro tipo se divide em V-Skill (habilidade única simples para cada personagem,), V-Trigger (habilidade única forte para cada lutador) e V-Reversal (contra-ataque instantâneo). O segundo tipo, também conhecido como Critical Arts, é o especial mais devastador e que recebe um tratamento todo especial na animação dos lutadores, potencializando toda a força e a importância deste tipo de ataque.   

Executar cada um desses golpes exige uma série de combinações de botões que, infelizmente, não estavam disponíveis para conferência no menu do jogo, dificultando o aprendizado. Sendo assim, qualquer movimento especial que realizei durante as breves lutas aconteceram majoritariamente na base de tentativa e de erro, tentando duplicar os comandos e os movimentos padrão dos personagens escolhidos.

Com Ryu e Cammy consegui realizar os seus respectivos Critical Arts, mas nenhum dos seus V-ataques. Necalli foi o mais trabalhoso de todos: seus golpes ainda são praticamente desconhecidos quando comparados aos dois outros clássicos, assim como seus especiais. A luta foi basicamente uma combinação de ataques simples de socos e chutes, pulos, defesas e, com muita sorte, um V-ataque que esmagou meu oponente na parede e mudou rapidamente a perspectiva da câmera. Mesmo que bem pouco executados, foi o suficiente para perceber que a Capcom está trazendo novidades interessantes a "Street Fighter V", que podem deixar os combates ainda mais estratégicos e viciantes. Não faltou é vontade de escolher um personagem, começar a "masterizá-lo" e partir para os típicos confrontos online.

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Cenários pouco interativos

Os gráficos estão definitivamente melhores, não só com resolução maior, mas também com texturas e mais elementos em movimento nos cenários que ajudam bastante na imersão durante as lutas. As expressões faciais estão mais críveis e os efeitos de luz e de partículas estão renovados e constantemente fazem as disputas se tornarem mais épicas, dependendo da ação na tela. Só gostaria que os estágios (o no Brasil, aliás, não estava disponível) fossem mais interativos, pois do do jeito que estão não chegam a influenciar em praticamente nada no desenrolar dos combates. Algo que "Mortal Kombat X" faz muito bem, inclusive. 

"Streer Fighter V" tem lançamento previsto para o começo de 2016, com versões para PC e Playstation 4. Haverá cross-play entre as duas plataformas e o jogo ainda terá legendas em português brasileiro na localização nacional.

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  • Redator: Andrei Longen

    Andrei Longen

    Jornalista pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Andrei Longen é entusiasta por videogames desde os 7 anos, quando ganhou um Odyssey 2, seu primeiro console. Hoje tem PS4, PS3 e PS Vita e adora caçar troféus em todos os jogos. Colabora no Adrenaline com notícias, análises, artigos, colunas e vídeos.

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