Intel e Micron revelam as memórias 3D XPoint, mil vezes mais rápidas que as Flash NAND

Desde que a Toshiba revelou as memórias Flash NAND em 1989, a indústria nunca mais desenvolveu uma classe totalmente nova de tecnologia de armazenamento que possa ser considera. Isso mudou hoje, quando Intel e Micron se juntaram para anunciar a nova categoria de memórias 3D XPoint (lê-se "3D Crosspoint") – de acordo com eles, a primeira categoria de armazenamento "mainstream" desenvolvida em 25 anos.

Tudo começou com uma cooperação entre as duas empresas em busca de melhorar a tecnologia NAND usada em SSDs. Porém, isso resultou em tantos avanços que eles puderam criar uma categoria totalmente nova. O resultado é que as memórias 3D XPoint são cerca de mil vezes mais rápidas que as memórias Flash NAND, além de poder escrever mil vezes mais dados antes de falhar.

Como o 3D XPoint combina elementos de NAND e DRAM, é possível utilizar até 10 vezes mais dessa memória num PC ou servidores do que seria possível com DRAM. Além disso, como a nova memória é não-volátil, os dados não são perdidos quando você desliga a força do sistema.

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"Por décadas, a indústria procurou maneiras de diminuir a latência entra o processador e os dados, para permitir análises muito mais rápidas", explica Rob Crooke, vice-presidente sênior da Intel. "Essa nova classe de memórias não-voláteis alcança esse objetivo e traz um desempenho significativamente melhor para memórias e soluções de armazenamento".

"Um dos principais obstáculos na computação moderna é o tempo que leva para o processador alcançar os dados em dispositivos de armazenamento de longo-prazo", disse Mark Adams, presidente da Micron. "Essa nova classe de memória não-volátil é uma tecnologia revolucionária que permite acesso rápido a enormes quantidades de dados e permite aplicativos totalmente novos".

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Os representantes das companhias ainda deram alguns exemplos de como a tecnologia será útil em termos práticos. Por exemplo, a redução na latência e as velocidades mais rápidas serão úteis para uma empresa que precise processar uma grande quantidade de dados em pouco tempo, e assim conseguir identificar padrões de fraudes em transações financeiras.

No caso da medicina, elas permitirão que pesquisadores processem e analizem maiores quantidades de dados em tempo real, o que aceleraria tarefas complexas como análise genética e rastreamento de doenças. Isso sem contar o uso em games, lógico, onde os desenvolvedores poderão criar mundos abertos consideravelmente maiores.

O "3D" foi introduzido no nome porque células de memórias podem ficar em múltiplas camadas. Na primeira geração, é possível armazenar 128 Gb por die através de duas camadas de memória. Em gerações futuras, eles prometem aumentar a quantidade de camadas, além de reduzir a litografia, resultando em mais otimizações nas capacidades da memória. A ideia das empresas é que os primeiros produtos com as novas memórias sejam lançados ano que vem

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  • Redator: Carlos Felipe Estrella

    Carlos Felipe Estrella

    Apaixonado por games desde os 6 anos de idade, quando ganhou um Playstation 1. Em 2005 migrou para o PC, e aí começou a se interessar por tecnologia. Formado jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina.

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