Quase 95% dos pedidos do "direito de ser esquecido" para o Google vem do público geral

Parece que muitas pessoas na Europa pesquisaram seu próprio nome no Google e não gostaram do resultado. Uma pesquisa mostrou que 95% das pessoas que utilizam o "Direito de ser Esquecido" do Google pretendem apagar informações privadas e pessoais. O estudo pegou cerca de 220 mil pedidos enviados para o Google, onde a maioria era de pessoas comuns querendo retirar informações pessoais do buscador. 

O "direito de ser esquecido" foi instaurado no Google no ano passado, apenas na Europa, e tem como principal objetivo permitir que as pessoas possam "apagar" seu passado dos resultados de busca do Google. Por exemplo,  um homem que cumpriu pena pode retirar seus crimes de registros online dos resultados de busca, ou pessoas que sofrem com os efeitos da "pornografia de vingança" podem retirar isso de seu histórico na web. Porém, a função da ferramenta está perdendo o sentido e muitas pessoas estão utilizando a lei para retirar informações privadas do buscador. 

Segundo o The Guardiam, dos 218,3 mil pedidos, 101,4 se baseavam em uma busca feita com o nome da pessoa no Google. Ou seja, 46% das pessoas que utilizam o direito de ser esquecido simplesmente pesquisaram seu nome na internet e pretendiam retirar alguma informação pessoal dos resultados. Apenas 1892 pedidos feitos durante o período da pesquisa utilizavam os termos "crime grave" (728), "figura pública"(454), "política"(534) e  "proteção a menores" (176).

Os dados também mostraram que o país com mais pedidos de retirada de informações pessoais do Google foi a França, onde 98% das requisições vinham de pessoas comuns e envolviam questões privadas e apenas 0,6% dos pedidos tinham relação com crimes.

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Além de funcionar no Google, o "Direito de ser esquecido" também está disponível no Bing, mas só na Europa. Ou seja, cuidado com o seu histórico do Facebook, pois você até pode esquecer daquelas postagens constrangedoras, mas a internet jamais esquece.

{via}The Guardian|http://www.theguardian.com/technology/2015/jul/14/google-accidentally-reveals-right-to-be-forgotten-requests?CMP=twt_gu{/via}

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  • Redator: Mateus Mognon

    Mateus Mognon

    Mateus Mognon é formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. Vencedor do prêmio SET Universitário na Categoria Reportagem Digital, atua nos sites do grupo Adrenaline desde 2014. Atualmente, colabora para os veículos com notícias, análises e artigos envolvendo tecnologia e games.

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