Após depredação de carros e prisões, Uber suspende o serviço Uber POP na França

A crise do Uber na França ganhou mais desdobramentos. Após o conflito dos taxistas e os motoristas do serviço se intesificar, resultando na depredação de veículos, dois executivos do Uber no país foram presos, acusados de "fornecerem um serviço ilegal de táxi" e "práticas comerciais enganosas". Por conta da escalada da violência, o Uber anunciou que está suspendendo seus serviço no país.

"Decidimos suspender os serviços do UberPOP na França a partir das 18h esta sexta, primeiramente para garantir a segurança dos motoristas do Uber. O segundo motivo é que queremos criar um espírito de reconciliação e diálogo com as autoridades públicas, e mostrar que nós agimos de forma responsável."

- declaração de representantes do Uber ao jornal Le Monde


Os protestos se concentraram principalmente no dia 25 de junho, quando um total de 70 carros foram danificados e sete policiais saíram feridos do conflito. No total, foram presas 10 pessoas. Além da França, o Uber vem sofrendo resistência em outros países da Europa como a Alemanha e Itália, onde carros não licenciados foram proibidos de oferecerem o serviço de "carona compartilhada".

A disputa entre o Uber os taxistas também acontece no Brasil. No dia 30 a Câmara de Vereadores de São Paulo aprovou um projeto de lei que, se implementado, representará o fim das operações do Uber na cidade de São Paulo. Esse é apenas o último movimento da classe de trabalhadores, que já realizou protestos e havia inclusive conseguido uma liminar determinando a suspensão dos serviços do Uber na justiça de São Paulo.

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O conflito
Uber é um serviço de "carona compartilhada" que possibilita que motoristas ofereçam deslocamentos pagos aos usuários da plataforma mobile. De acordo com o Uber, o aplicativo representa uma nova forma de transporte, democratizando o acesso à mobilidade. Também de acordo com a empresa, ela é responsável apenas pela tecnologia, não sendo dessa forma um equivalente a uma cooperativa de táxis ou uma empresa com motoristas como funcionários.

Na outra ponta estão os taxistas que alegam que sofrem concorrência desleal de um serviço equivalente, por não possuir nenhuma regulamentação ou controle por parte do estado.

Outra questão que vem causando controvérsia é a relação entre o Uber e seus motoristas. De acordo com a empresa, sua participação é apenas oferecer a plataforma que viabiliza a prestação do serviço, não criando vínculo nenhum com os motoristas. Porém, decisões judiciais já começam a considerar que há uma relação empregatícia entre o Uber e as pessoas que utilizam seus carros para o transporte.

{via}Reuters|http://www.reuters.com/article/2015/07/03/us-france-uber-idUSKCN0PD0Y320150703{/via}

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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