Samsung dobra capacidade das baterias de lítio com uso de grafeno e silício

Muito mais do que processadores potentes ou telas com mais resolução, a grande barreira tecnológica dos smartphones é a bateria. A Samsung anunciou que conseguiu desenvolver uma bateria baseada em lítio capaz de armazenar o dobro da energia das baterias atuais, integrando outros componentes como silício e grafeno.

A pesquisa foi realizada em conjunto com universidades da Coreia do Sul, e para alcançar a maior capacidade foi utilizado um novo componente como ânodo: silício. Este semicondutor não é nenhuma novidade na área da tecnologia, usado amplamente nos chips gráficos e de processamento, porém nunca havia sido implementado nas baterias por conta de um problema e tanto: ele muda de tamanho ao longo do ciclo de cargas e descargas (acredite, você não quer uma bateria mudando de forma)

Os pesquisadores acharam a saída no uso de outro material. Criando uma camada de grafeno em torno, o composto é capaz de se deslocar entre as partículas do silício e expandir para preencher os espaços e voltar a se comprimir quando necessário, resultado de suas características elétricas e mecânicas, e assim compensando a variação do silício.


Graças ao grafeno resolvendo o problema da variação de volume, a nova bateria baseada em ânodo de silício é capaz de reter 1.8x mais energia com a mesma densidade e área de uma bateria Li-Ion convencional. Após 200 cargas, a bateria ainda mantém 1.5x mais energia armazenada, comparada a tecnologia usada no seu celular e notebook, hoje.

Felizmente, diferente de outras tecnologias milagrosas para melhorar nossas baterias, esta técnica já está mais próxima da implantação: os pesquisadores estimam em dois ou três anos o tempo necessário para viabilizar a comercialização destas baterias baseadas em ânodos de silício. 

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{via}NeoWin|http://www.neowin.net/news/samsung-doubles-lithium-battery-capacity-with-graphene-and-silicon{/via}

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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