Porque os notebooks não precisam de módulos para o G-Sync?

Durante a Computex foram introduzidos os primeiros notebooks com suporte à tecnologia G-Sync, da Nvidia. Notebooks de empresas como Asus, MSI e Gigabyte passaram a utilizar o recurso para sincronizar a taxa de atualização da tela com a frequência com a placa de vídeo é capaz de renderizar quadros, solução que resolve os efeitos negativos do desencontro, como o tearing, de forma mais eficiente que outros artifícios como o V-Sync.

Uma diferença em relação ao que víamos na tecnologia do G-Sync chamou a atenção: a ausência de um módulo específico da Nvidia para que a tecnologia opere. Em todo monitor G-Sync há um componente que precisa ser licenciado pela Nvidia, algo que torna possível para a empresa controlar a disponibilidade do recurso nos monitores dos parceiros, segundo a empresa para garantir que todos os monitores G-Sync consigam atender as necessidades da tecnologia, e também embute mais um custo de implementação. A inexistência deste módulo nos notebooks levantou a questão da real necessidade deste elemento para implementar a tecnologia.

A Nvidia afirmou que a razão de notebooks poderem dispensar o uso do módulo é a diferente arquitetura e estruturação dos componentes em um notebook, comparado ao que temos em um computador de mesa convencional. Nos computadores, sempre há um "meio de campo" entre o display e a placa de vídeo: o Scaler. Esta peça presente no monitor "fica entre" o display e a fonte do vídeo, pegando a imagem recebida e "redimensionando" para ocupar toda tela, mesmo se a resolução da fonte da imagem possui uma resolução diferente da que o monitor reproduz. O scaller também realiza outras funções, sendo que este componente garante o funcionamento do OSD - aquela sobre-exposição de imagens, como indicativos de aumento de volume por cima do que é exibido.

Nos notebooks, as coisas mudam. Não há o scaler, e todas essas funções de controle da imagem do display são feitas diretamente pelo chip gráfico, que possui esta via mais direta de comunicação com a tela. Como não há scaler, também há necessidade de implementação de um módulo G-Sync para tomar seu lugar.

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O "controle da qualidade da experiência", nos notebooks, será feito de outra forma. A Nvidia irá homologar os displays compatíveis com o G-Sync, garantindo que somente telas com características que garantam um bom funcionamento com a tecnologia seja utilizados. 

Para quem compreende inglês, o trecho abaixo da entrevista do PCPer com Tom Petersen, da Nvidia, fala sobre as diferenças do G-Sync nos notebooks, e como a Nvidia implementa a tecnologia em si.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

Deve ter lançamentos como leve melhorias na mesma arquitetura

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