Criador do Spotify diz que serviço "não precisa ser o número um"

Em sua primeira aparição após o lançamento do Apple Music, o criador do Spotify Daniel Ek disse que o mercado é grande o suficiente para manter diversos concorrentes e que sua empresa não se preocupa em ser a número um. “Para mim, é o bastante estar entre as três primeiras”, disse o executivo à publicação suíça Dagens Industri. Apesar disso, de acordo com a Reuters, ele não esconde a vontade de se manter como líder no mercado de streaming de músicas.

A resposta do CEO vem em um momento em que muitos achavam que o Apple Music poderia matar o Spotify. Se é lucidez ou apenas um comentário para acalmar as especulações, não sabemos. Mesmo assim, é raro ver uma empresa mostrar-se satisfeita e não preocupada, aparentemente, com a vinda de serviços concorrentes. E não é qualquer concorrência. É da Apple que estamos falando. Uma marca que possui uma legião de fãs.

Essa afirmação do criador do Spotify não revela, no entanto, uma acomodação. A empresa, claro, vai lutar para se posicionar no mercado e mostrar que é mais forte. De acordo com o The Wall Street Journal, ela recebeu um investimento de US$526 milhões recentemente, aumentando seu valor de mercado para US$8,53 bilhões.

Ontem, a companhia também anunciou que atingiu a marca de 75 milhões de usuários ativos. Desses, 20 milhões são assinantes premium. Isso impactou bastante no crescimento da empresa. A receita do Spotify aumentou 45% no último ano e atingiu US$1,22 bilhão. Aos artistas, o app já desembolsou US$3 bilhões. Desse total, US$300 milhões foram só nos três primeiros meses deste ano. “Conforme nós crescemos, a quantidade de royalties que pagamos aos nossos artistas, compositores e detentores de direitos autorais também aumenta”, disse a companhia em um post no seu blog.

{via}Reuters|http://www.reuters.com/article/2015/06/11/us-spotify-report-idUSKBN0OR0QP20150611{/via}

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  • Redator: José Hüntemann

    José Hüntemann

    Jornalista formado pela Universidade Federal de Santa Catarina, é fascinado por inovações tecnológicas. Gosta de internet, redes sociais, mobiles e futuro dos vestíveis. Mas o que mais lhe impressiona é a tecnologia que busca melhorar a vida das pessoas e não serve apenas como mero acessório. Nos games, é um zero à esquerda, mas está no pódio no campeonato de Just Dance da redação.

É melhor ter o xCloud capado no iOS ou ficar sem o serviço nos iPhones?

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