AMD: Placas de vídeo em 16 nanômetros terão dobro de eficiência energética

A redução da litografia em chips tem importantes efeitos na evolução do chip. Com a redução de tamanho dos componentes, é possível colocar mais transistores em uma mesma área, aumentando o desempenho e, outra consequência dessa maior densidade de elementos, temos uma melhor eficiência elétrica, com mais processos sendo feitos por watt consumido. De acordo com uma entrevista do Tom's Hardware com a CEO da AMD, Lisa Su, a troca da litografia nos chips gráficos vai trazer um grande salto de eficiência para as placas de vídeo.

Atualmente tanto Nvidia quanto AMD estão fabricando seus chips gráficos em litografia de 28 nanômetros, e a nova geração de placas Radeon, que serão lançadas na terça, também continuarão neste mesmo formato. A futura geração baseada em 16nm FinFET - com uma hipotética R9 490X - seria capaz de entregar o dobro de eficiência energética que a "geração passada que nem foi lançada ainda". Além da própria vantagem de economizar eletricidade, uma maior eficiência energética também costuma resultar em um menor aquecimento do chip.

A AMD irá migrar para a litografia de 16 nanômetros em 2016, e a redução do tamanho dos transistores não serão a única novidade. A tecnolgia "multigate" FinFET traz uma mudança na forma como são posicionados os transistores. Hoje, toda a indústria de chips está baseada em um posicionamento bidimensional, com os componentes fixados ao longo de um único plano. A tecnologia "multigate" abre a possibilidade de criar estruturas verticalmente, e ampliar o número de conexões (gates) entre os elementos. Essa tecnologia já está em desenvolvimento por diversas fabricantes de chips, como no Trigate da Intel presente desde a geração Ivy Bridge, ou os chips FinFET 14nm da Samsung.

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{via}Tom's Hardware|http://www.tomshardware.com/news/amd-ceo-lisa-su-interview,29327.html{/via}

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

Deve ter lançamentos como leve melhorias na mesma arquitetura

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