Serviço Apple Music será investigado por justiça americana por concorrência desleal

Os procuradores-gerais de Nova Iorque e Connecticut estão investigando se as ofertas da Apple para seu novo serviço de música violavam regras das leis antitruste. A investigação conjunta dos dois estados para descobrir se havia estratégias desleais de concorrência foi revelada em uma carta da Universal Music Group para o escritório da Procuradoria Geral de Nova Iorque. O funcionário da justiça postou a carta em seu website para o público.

A carta, enviada via e-mail na segunda-feira pelos advogados da Universal, não especificou a Apple como alvo da investigação. No entanto, a empresa afirma não estar conspirando com a companhia da maçã, nem estar trabalhando com suas duas maiores rivais, a Sony Music Entertainment e Warner Music Group, para impedir a competição no mercado de streaming.

"Esta carta faz parte de uma investigação em andamento no mercado de streaming de música, no qual a competição levou recentemente a novas e diferentes maneiras para os consumidores a ouvirem música. Para preservar esses benefícios, é importante a garantia de que o mercado continue a se manter livre de conspirações e outras práticas anticompetitivas."

Eric Scheinderman, representante da Procuradoria Geral de Nova Iorque em declaração pública

O procurador-geral de Connecticut, George Jepsen, e Schneiderman estiveram dentro de um grupo de procuradores-gerais de 33 estados e demandantes particulares que, em 2013, processaram a Apple e cinco das maiores editoras de livros dos EUA por conspirarem para aumentar o preço dos e-books. A companhia concordou em pagar US$450 milhões após um juiz federal acusar a empresa de leis antitruste, que criavam condições desleais para seus competidores no mercado.

A carta foi enviada no mesmo dia em que a Apple anunciou um serviço de streaming de música sob demanda. O Apple Music oferecia uma taxa de US$10 por mês, o mesmo valor da concorrência, porém sem permitir que os usuários ouvissem música gratuitamente em troca de comerciais. 

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A Universal Music afirma não se considerar um objeto de maior investigação, após declarar que não conspira com a Apple ou outras companhias de música.

{via}The Wall Street Journal Blogs|http://blogs.wsj.com/digits/2015/06/09/apple-music-under-anti-trust-scrutiny/?mod=rss_Technology{/via}

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  • Redator: Gabriel Daros

    Gabriel Daros

    Redator da Adrenaline que teve contato com hardwares desde quando viu seu pai montar um tal "PC gamer" aos oito anos de idade. Escreve notícias sobre internet, tecnologia e jogos, cujo primeiro contato foi com um SNES aos sete anos. Estuda jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desde 2013.

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