Reestruturação da Sony leva ao corte de mil vagas no setor de smartphones na Suécia

A subdivisão mobile da Sony está cortando aproximadamente mil vagas na Suécia, uma das principais produtoras e redistribuidoras mundiais de aparelhos. Os motivos, segundo a companhia, estão ligados a uma grande reestrutura para colocar este setor da empresa de volta à lucratividade. A notícia foi inicialmente publicada pelo jornal sueco local 8till5, confirmado logo depois por uma declaração da própria organização.

Ao todo, 575 funcionários e mais 400 contratos serão dispensados em todas as divisões do segmento, cobrindo tanto a equipe técnica quanto as posições administrativas. Esta redução cortará o número de trabalhadores da Sony Mobile na Suécia quase pela metade, com 1.200 colaboradores restantes. Semana passada, a organização confirmou que o presidente da divisão do oeste europeu, Pierre Perron, estava deixando seu cargo.

Os cortes no número de funcionários não são exatamente uma surpresa: a Sony, que havia apontado Hiroki Totoki como líder do segmento mobile em outubro de 2014, declarou que iria transformar sua subdivisão de smartphones em um negócio novamente rentável neste ano. Em fevereiro, a companhia informou que cortaria 2.100 pessoas do setor de aparelhos móveis de suas sedes na Europa e China. Então, em Março, os cortes na filial em Lund, Suécia, chegariam a mil.

"Como parte de uma série de medidas para transformar-se em uma empresa lucrativa e menor, a Sony Mobile irá modificar sua estrutura organizacional efetiva à partir de 1 de abril, com o objetivo de aumentar sua eficiência operacional e se transformando em uma companhia mais ágil.

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Em relação a estas mudanças para sua estrutura organizacional, a Sony Mobile anunciou hoje que aproximadamente mil funcionários e consultores em Lund, na Suécia, serão afetados pela extinção de seus cargos. Esse número está incluso nos aproximados 2.100 cargos globais que serão removidos de todas as empresas, anunciados anteriormente em 4 de fevereiro e com a expectativa de concretização até o final do ano financeiro de 2015. A empresa arquivou um aviso prévio com as autoridades suecas hoje em relação a estas decisões.

Lund continuará a ser um local importante para a Sony Mobile, com seu principal foco em serviços ao consumidor e desenvolvimento de softwares."

Declaração da Sony sobre as decisões de remoção de vagas

 

 

A própria Sony Mobile – que anteriormente era um negócio em conjunto com a Ericsson (daí seu legado na Suécia) até que Sony dominar toda a parceria – está fraquejando financeiramente. A empresa, que faz smartphones e tablets Xperia baseados no Android, compete com gigantes do mercado como Samsung e Apple na categoria high-end, enquanto enfrenta companhias menores no segmento low-end. 

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Segundo um relatório da Garner em 2014, a Sony ficou em 9° lugar no número de vendas de telefones no mundo, com apenas 2% da fatia do mercado. No segmento de smartphones, a empresa sequer deu as caras entre os dez primeiros colocados.

Para combater esta situação, a empresa está tentando vender seus smartphones a preços mais baratos, com volumes maiores e margens menores. Tal estratégia, no entanto, não tem funcionado para a Sony, que teve prejuízo de US$1.7 bilhão em setembro de 2014.

Circunstâncias como essa levantaram boatos de que a empresa estivesse tentando vender sua divisão, embora a própria Sony tenha negado estas afirmações. A companhia afirmou que as mudanças nas moedas – em especial a alta do dólar em comparação ao yen e seu impacto no preço dos componentes – é uma das raízes de seus problemas financeiros.

Além dos cortes de funcionários, o presidente da empresa planejou reduzir a atuação da Sony em mercados que ela aparenta ter pouca chance de manter lucro e representatividade no mercado. A empresa afirma que espera para sua subdivisão móvel um prejuízo operacional de 39 bilhões de yen (US$315 milhões) nesse ano fiscal. O grupo Sony, no entanto, conta com previsões de lucro operacional de 320 bilhões de yen (US$2,6 bilhões), alcançados principalmente através de sua divisão de jogos (Playstation) e outros componentes, como sensores de câmeras.

{via}TechCrunch|http://techcrunch.com/2015/06/01/report-sony-mobile-cuts-975-workers-in-sweden-as-troubled-handset-maker-restructures/{/via}

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  • Redator: Gabriel Daros

    Gabriel Daros

    Redator da Adrenaline que teve contato com hardwares desde quando viu seu pai montar um tal "PC gamer" aos oito anos de idade. Escreve notícias sobre internet, tecnologia e jogos, cujo primeiro contato foi com um SNES aos sete anos. Estuda jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desde 2013.

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