Mais velocidade e conexão reversível: conheça os benefícios do USB 3.1 e o plug type-C


O começo deste ano foi marcado com a chegada dos primeiros produtos compatíveis com a tecnologia USB 3.1. Ela chega como nova opção frente ao USB 3.0, que foi lançado em 2008 com velocidade 10x superior ao USB 2.0. Como novidades, a mais nova versão da tecnologia promete dobrar a velocidade, assim como trazer a solução para um antigo problema da humanidade.

Além da especificação 3.1, que será similar às anteriores, também foi lançada a especificação type-C, que é um pouco menor e possui conexão reversível. Isso quer dizer que um grande drama de muita gente foi resolvido: a necessidade de virar o pen drive até achar o lado certo. Seu tamanho reduzida a torna uma opção bem interessante não apenas para notebooks e desktops, mas também para smartphones e tablets. Nesse aspecto, as novas especificações do USB 3.1 vão garantir que os dispositivos móveis que utilizarem o novo padrão carreguem a bateria de maneira muito mais rápida, já que houve um aumento na capacidade energética.

Isso porque o novo padrão oferece até 100 W de energia através de um único cabo, graças ao USB Power Delivery 2.0 (USB-PD). "Você pode, por exemplo, ter uma workstation ou um monitor que consegue entregar até 100 W de potência, e você pode ter um smartphone que nunca vai conseguir entregar isso", explica o presidente do USB-IF (organização que promove e suporta o padrão), Jeff Ravencraft. "Existe um chip que gerencia a distribuição de energia no seu telefone, assim como um no hub do monitor. O smartphone e o monitor vão se reconhecer e definir a capacidade que cada um tem, e então escolher qual aparelho vai fornecer a energia e qual vai consumi-la".

A tecnologia inclui um modo de transferência chamado "Superspeed+", que traz um aumento considerável de desempenho, em comparação com o USB 2.0 (que tem limite teórico de 480 Mbps) e até mesmo com o USB 3.0 (limite teórico de 4,8 Gb/s). Enquanto isso, o USB 3.1 chega, teoricamente, até 10 GB/s. Isso ainda é mais lento que os 20 Gb/s do Thunderbolt 2, mas Jeff Ravencraft, diz que eles não estão perdendo nenhuma corrida, pois eles não estão disputando uma.

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"Nós projetamos o Superspeed USB para que, quando for a hora certa, se nós precisarmos de mais desempenho, nós podermos aumentá-lo", comentou Ravencraft. "Já pensamos nisso para o futuro, e os cabos e conectores foram criados com isso em mente. Sabemos que o Superspeed USB vai passar de 20 Gb/s no futuro". Mesmo assim, ele defende que a nova tecnologia de 10 Gb/s já é mais do que suficiente para uso diário. Considerando que a tecnologia SATA 3 usada nos SSDs recentes tem limite de 6 Gb/s, é difícil não concordar com o presidente da USB-IF.

O suporte nativo aos recursos do USB type-C só virá com o Windows 10, incluindo aí o recurso Dual-Role, que permite que os próprios aparelhos determinem quem recarrega quem. Ele também vai adicionar suporte ao recurso que permite conectar notebooks a um monitor externo usando um conector USB type-C. Para completar, o update ainda vai permitir que a conexão seja usada em toda a sua potência, com a possibilidade de transferir até 100 W através do cabo. Como é normal de acontecer, a nova tecnologia deverá levar algum tempo até realmente se popularizar, mas os benefícios que ela vai trazer são inegáveis. Ah, e não se assuste se a conexão type-C virar o novo padrão para smartphones.

  • Redator: Redação

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