Carro autônomo do Google se envolveu em 11 acidentes, mas não teve culpa em nenhum, diz empresa

Desde que o Google resolveu colocar seu primeiro carro autônomo na rua seis anos atrás, o veículo se envolveu em 11 acidentes. De acordo com um post publicado pela empresa no Backchannel, em nenhum deles o carro da companhia teve culpa. Foram sete batidas na traseira do veículo, duas no lado e outro acidente foi com um carro que furou o sinal vermelho. Ninguém se feriu. Houve apenas danos leves, como um farol quebrado. Isso tudo, depois de percorrer 2 milhões e 700 mil quilômetros.

Para promover a eficiência do seu projeto, o Google enfatiza dois pontos na publicação. O primeiro, envolve os sensores e algoritmos do sistema do veículo. A companhia diz que eles são mais eficazes e muito menos propensos a erros que um motorista humano. O segundo ponto é o comportamento humano suscetível a deslizes. O Google analisou como as pessoas se comportam no trânsito e utilizou isso para melhorar os seus algoritmos. Ou seja, o carro autônomo prevê as barbeiragens alheias.

A estimativa mais otimista é de que os carros autônomos sejam uma realidade mais próxima dos usuários comuns em 2018, mas são várias as brechas em torno do funcionamento de um veículo como esse. Legislações e questões de segurança precisam ser discutidas e alinhadas para evitar problemas e danos aos pedestres, ciclistas e outros veículos.

E isso já vem sendo feito. Mesmo com carro autônomo nas ruas desde 2009, foi em maio do ano passado que o Google revelou que iria montar o seu próprio veículo, sem controle manual, e não fazer adaptações como nos carros que ele já vinha testando. Porém, a empresa foi obrigada por lei a adicionar volantes e pedais para poder iniciar os testes nas ruas da Califórnia.

{via}The Verge|http://www.theverge.com/2015/5/11/8586661/google-self-driving-car-11-accidents-not-at-fault{/via}

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  • Redator: José Hüntemann

    José Hüntemann

    Jornalista formado pela Universidade Federal de Santa Catarina, é fascinado por inovações tecnológicas. Gosta de internet, redes sociais, mobiles e futuro dos vestíveis. Mas o que mais lhe impressiona é a tecnologia que busca melhorar a vida das pessoas e não serve apenas como mero acessório. Nos games, é um zero à esquerda, mas está no pódio no campeonato de Just Dance da redação.

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