World of Warcraft perde quase três milhões de usuários em um trimestre

O World of Warcraft, MMORPG da Blizzard baseado no universo da franquia Warcraft, perdeu 2.9 milhões de inscritos no último trimestre. De janeiro a março deste ano, o game passou de 10 milhões de jogadores para 7.1 milhões. A informação veio do relatório econômico trimestral da Activision Blizzard, marcando a maior perda de usuários em um período de três meses desde o lançamento do jogo, em 2004.

Apesar do resultado, a empresa alega que os lucros do título ainda são relativamente estáveis. O motivo está nos serviços exclusivos presentes no jogo, que permitem a customização de avatares (que já podem até tirar selfies) e da jogabilidade através de recursos pagos. Outro fator é que o preço do jogo aumentou em alguns países do Oriente.

É importante notar que a queda de inscritos não está relacionada ao método de pagamento ou acesso ao game. A nova WoW Token, que pode tanto ser adquirida in-game quanto comprada exteriormente, acrescenta mais tempo de uso da conta do usuário como forma de estimular os jogadores a permanecerem no jogo sem gastar mais. Entretanto, sua introdução ocorreu depois do fechamento do trimestre, tornando impossível a relação entre o recurso e a saída dos usuários.

Embora a coisa esteja "dando ruim" para o WoW, ainda mais quando considerado o salto histórico de inscritos causado pela expansão Warlords of Draenor (de 7.4 para 10 milhões de membros entre outubro e novembro do ano passado), a empresa não parece insatisfeita. Durante o relatório, foi revelado que a Activision Blizzard arrecadou US$1.28 bilhões durante o primeiro trimestre do seu ano fiscal. Ela também acrescentou que Hearthstone agora tem 30 milhões de usuários – ultrapassando os 20 milhões de jogadores de Destiny, por exemplo. O jogo de cartas é responsável por 45% do lucro da empresa, com US$581 milhões.

{via}IGN|http://www.ign.com/articles/2015/05/07/world-of-warcraft-suffers-biggest-quarterly-subscriber-drop-ever{/via}

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  • Redator: Gabriel Daros

    Gabriel Daros

    Redator da Adrenaline que teve contato com hardwares desde quando viu seu pai montar um tal "PC gamer" aos oito anos de idade. Escreve notícias sobre internet, tecnologia e jogos, cujo primeiro contato foi com um SNES aos sete anos. Estuda jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desde 2013.

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