União Européia abre inquérito para investigar transparência nos resultados de busca na web

Plataformas de busca como Google, Bing e Yahoo serão objetos de uma investigação em larga escala feita por reguladores europeus para determinar se os resultados exibidos são "transparentes o suficiente". O inquérito foi emitido por empresas e governos da Europa preocupados com a dominação dos gigantes de tecnologia dos EUA e se há um campo justo para as companhias locais.

O processo, no entanto, não se adereça às companhias como suspeita de antitruste – práticas de controle de mercado por poucas empresas. Em situações desse tipo, as entidades envolvidas podem pagar multas de até 10% de suas vendas anuais. 

Segundo a Reuters, o rascunho de um documento da Comissão Europeia, destinado ao estabelecimento de um mercado digital único, informa que "executaria uma investigação e consulta compreensiva sobre o papel das plataformas, incluindo o crescimento da economia." A investigação, prevista para o ano que vem, investigará links pagos, anúncios e o uso das demais informações adquiridas nestes métodos. O anúncio formal do inquérito ocorrerá dia 6 de maio, realizado pelo vice-presidente da comissão européia, Andrus Ansip.

A transparência das buscas tornou-se uma preocupação particular quando o Google foi acusado de prejudicar seus concorrentes ao distorcer resultados de busca para favorecer suas lojas online. Após este evento, surgiram preocupações na Europa sobre o uso de informações particulares adquiridas por empresas como Facebook e Amazon.

O inquérito também observará como tais plataformas compensam os proprietários de materiais protegidos pela exibição de conteúdo com copyright. A investigação também observa como as plataformas limitam a habilidade dos indivíduos e negócios de transitar de hospedagem.

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O documento estratégico "Digital Single Market" cita termos potencialmente ilegais que limitam acesso à plataformas, altas taxas e políticas de preços restritivas e não-transparentes como área de preocupação. "Enquanto existe uma estrutura para lidar com reclamações emitidas por clientes, o mesmo suporte é inexistente quando se trata de relações entre empresas," consta no documento.

A investigação segue pedidos emitidos pela França e Alemanha para maior regulação das companhias influentes na internet, das quais os governos acreditam que estão prejudicando empresas virtuais europeias. Em novembro do ano passado, os dois países solicitaram à Comissão Europeia uma consulta pública, com o objetivo de regular as plataformas de internet. Entretanto, segundo a Reuters, a entidade representativa da política europeia concluiu que não havia evidência suficiente para justificar a legislação.

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  • Redator: Gabriel Daros

    Gabriel Daros

    Redator da Adrenaline que teve contato com hardwares desde quando viu seu pai montar um tal "PC gamer" aos oito anos de idade. Escreve notícias sobre internet, tecnologia e jogos, cujo primeiro contato foi com um SNES aos sete anos. Estuda jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desde 2013.

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