Hands-on de 3 HORAS com The Witcher 3: Wild Hunt - veja nossas primeiras impressões!

Ontem tivemos a oportunidade de fazer um hands-on de The Witcher 3: Wild Hunt. Mas, diferente da maioria das vezes em que temos uma pequena prévia apressada do jogo, eu pude sentar durante 3 horas num PC aproveitando todo o início da aventura de Geralt. E posso dizer com orgulho que fui um dos poucos a matar um Grifo. Infelizmente não fomos autorizados a capturar a tela do jogo, então preparem-se para um texto mais longo e descritivo.

A primeira coisa que chama a atenção na terceira entrada da franquia do estúdio polonês CD Projekt Red é a dublagem. Havia grandes expectativas por esse título ser o primeiro a ser localizado totalmente em português brasileiro e posso dizer sem medo que elas serão alcançadas e muitas vezes até superadas. José Teixeira, diretor dos efeitos visuais do game, comentou que a desenvolvedora de fato teve o cuidado (e o investimento) de conseguir uma dublagem exemplar, já que a história é um elemento central na franquia e muito importante para os fãs do game. Aliás, uma pequena curiosidade, segundo Teixeira, a voz de Geralt em japonês ficou a melhor de todas. "Estupenda", disse ele.

Passando por um tutorial rápido, o jogo logo lhe traz escolhas que influenciarão no desenrolar da história e, na tradição da franquia, elas não são óbvias. O jogador não sabe as consequências que virão da escolha que faz e só pode esperar que aconteça o melhor, algo que conta pontos positivos para o desenrolar da narrativa.

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A curva de aprendizado não é complicada e logo dá pra pegar o jeito da coisa

 

O gameplay em si é extremamente satisfatório. Os elementos básicos da jogabilidade são disponibilizados para o jogador logo no princípio, como as diferentes espadas e diferentes magias de apoio, bem como a habilidade de fazer as poções. A curva de aprendizado não é complicada e logo dá pra pegar o jeito da coisa. Mas, como nem tudo é perfeito, a cavalgada não é das melhores e às vezes há um pequeno delay nos comandos, quase imperceptível, mas que pode comprometer uma esquivada de última hora. Já na parte "investigativa" do game, é até interessante fingir que você está rastreando um grifo ou procurando pistas de um mistério, mas, pelo menos até onde joguei, não faz muita diferença a habilidade do jogador, uma vez que ele é conduzido numa trilha de objetos iluminados apertando "A" até que Geralt conclui o que aconteceu ou pra onde ele precisa ir. 

O mundo de The Witcher 3 não é só bonito como os trailers já mostraram, ele é incrivelmente vasto e vivo. Um mapa grande não basta para fazer um jogo em mundo aberto ser bom, é necessário que existam elementos nessa imensidão para interagir e se divertir, e é exatamente isso que o título entrega. Andando a cavalo para cima e para baixo, realizando missões ou não, sempre aparecem NPCs para interagir, ou monstros para enfrentar ou lugares para pilhar e missões alternativas. Tudo com incríveis efeitos de luz e uma vegetação diversificada que compõem o cenário com maestria. Mais uma vez, não dá pra acertar tudo, e a água não é das melhores. Nada que comprometa a imersividade, mas acaba destoando um pouco num cenário tão bonito.


O jogo traz uma nova aventura dentro do universo já consolidado de Witcher, o que significa dizer que ele não é restritivo contra novos jogadores. Enquanto quem jogou os primeiros games vai estar mais imerso e conhecer alguns elementos que já apareceram antes, a desenvolvedora teve o cuidado de fazer um jogo que pudesse atrair novos fãs sem que eles precisassem jogar os anteriores. Segundo o próprio Teixeira, o enorme sucesso e expectativa que existem para The Witcher 3 foram completamente inesperados pela CD Projekt Red, mas eles levaram isso em conta e querem aproveitar para atrair novos jogadores ao game. Pela conversa que tive com o produtor, não há nenhum plano concreto para um próximo jogo, mas deduzo que eles certamente já pensam nisso.

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Joguei uma build de janeiro de The Witcher 3 num PC equipado com uma Titan X e um monitor com G-Sync. A experiência foi tão fluida quanto era de se esperar, mas houve um travamento. Segundo os produtores, o problema é da build e já foi corrigido. Os PCs com placas menos fortes que tive a chance de ver "pescoçando" estavam rodando de maneira igualmente fluida.

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  • Redator: João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e curte games desde muito antes. Começou com o Master System e o gosto pelos jogos eletrônicos trouxe o gosto pela tecnologia. Escrever notícias e análises de jogos, hardware e dispositivos móveis para o Adrenaline, além de trabalho é uma alegria e um aprendizado.

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