Microsoft ainda enfrenta governo dos EUA para impedir acesso dos dados em servidores fora do país

Desde o ano passado, a Microsoft está enfrentando uma disputa judicial contra o governo dos Estados Unidos, que está tentando emitir ordens para acessar informações em servidores fora do país. O estado dos EUA quer autorização para acessar os data centers da empresa em Dublin, na Irlanda. Até o momento, a companhia de Bill Gates perdeu em todas as instâncias, mas continua na decisão de defender a privacidade dos seus clientes.

Como argumento de justificativa, o governo dos EUA alega que, pelo fato da Microsoft ser uma empresa localizada nos Estados Unidos, o Departamento de Justiça possui jurisdição para emitir ordens contra a instituição, independente de onde seus arquivos residam fisicamente. Em contrapartida, a Microsoft alega que, como entidade internacional e representantes no mundo todo, deve responder às leis irlandesas ao invés das estadunidenses.

Isso se torna importante, já que o resultado eventual deste caso irá determinar o quão fácil será para o governo estadunidense acessar ou não os dados de empresas dos EUA, o que é um tópico em alta no momento. Nesta disputa, a Microsoft está representando todos os seus clientes internacionais que acreditam estar fora da jurisdição legal do governo dos Estados Unidos.

O vice-presidente executivo e representante judicial da Microsoft, Brad Smith, se manifestou publicamente em relação às movimentações legais do governo estadunidense.

"Nos Estados Unidos nós acreditamos que há um debate importante a ser realizado sobre a melhor forma de reformar a lei e nossas relações internacionais, e há considerações críticas sobre as políticas de ambos os lados. A defesa nacional precisa poder realizar seu trabalho, mas de uma maneira em que respeita os direitos fundamentais, incluindo a privacidade das pessoas ao redor do mundo e a independência de outras nações. Esperamos que o governo estadunidense trabalhe com o Congresso e outros governos para reformar as leis, ao invés de simplesmente reinterpretá-las, o que pode acontecer neste caso."

Brad Smith, Vice-presidente executivo e representante judicial da Microsoft

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Brad ainda menciona entidades específicas da lei que necessitam de modernização para se encaixar nas políticas mundiais de hoje, como o Tratado de Assistência Legal Mútua. Ele acredita que o Congresso não tem a intenção de estabelecer que qualquer lei já escrita pela instituição permitirá expandir o "alcance geográfico de mandados de busca".

{via}Neowin|http://www.neowin.net/news/microsoft-still-commited-to-fighting-us-government-attempt-to-access-overseas-data{/via}

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  • Redator: Gabriel Daros

    Gabriel Daros

    Redator da Adrenaline que teve contato com hardwares desde quando viu seu pai montar um tal "PC gamer" aos oito anos de idade. Escreve notícias sobre internet, tecnologia e jogos, cujo primeiro contato foi com um SNES aos sete anos. Estuda jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desde 2013.

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