Polícia europeia realiza operação conjunta para apagar Ramnet, botnet que infectou 3 milhões de PCs

A Europol e as forças policiais ao redor da Europa derrubaram Ramnit, um botnet que infectou aproximadamente três milhões de computadores pelo mundo. O vírus, geralmente instalado através de phising por e-mails ou sites falsos, comumente utilizados por hackers para roubar informações de contas bancárias das vítimas. Os países com maior número de máquinas infectadas foram os Estados Unidos, a Índia e Bangladesh.

O Ramnit concedia aos hackers acesso remoto aos computadores Windows (o vírus não afetava outros sistemas operacionais), fornecendo o acesso a dados bancários, credenciais pessoais e outras informações salvas na máquina. Para remover o botnet, as autoridades derrubaram os servidores principais, juntamente com 300 endereços de IP utilizados pelos cibercriminosos.

O esforço conjunto das autoridades policiais europeias contou com a ajuda da Microsoft, da empresa de softwares de segurança Symantec e também pela companhia de segurança virtual AnubisNetworks.

A limpeza do vírus não ocorre de maneira simples, pois o Ramnit se auto-instala durante o boot da máquina caso for apagado do HD. O botnet também é capaz de monitorar a navegação virtual para roubar cookies e desativar o funcionamento dos antivírus instalados no PC. 

A polícia do Reino Unido recomenda aos que suspeitam que, caso suspeitem que suas máquinas estejam infectadas, utilizem um programa especializado que possa detectar e desinfectar o computador do vírus. Para ajudar no processo, a Microsoft ofereceu um aplicativo juntamente com um passo-a-passo para fazer a remoção do Ramnit – o download pode ser executado a partir daqui.

{via}Engadget|http://www.engadget.com/2015/02/26/police-wipe-out-ramnit-botnet/{/via}

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  • Redator: Gabriel Daros

    Gabriel Daros

    Redator da Adrenaline que teve contato com hardwares desde quando viu seu pai montar um tal "PC gamer" aos oito anos de idade. Escreve notícias sobre internet, tecnologia e jogos, cujo primeiro contato foi com um SNES aos sete anos. Estuda jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desde 2013.

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