Pesquisadores europeus criam drone controlado pelo poder mental

Um grupo de pesquisadores europeus testaram com sucesso um projeto que utiliza a atividade mental do usuário para controlar o voo de um drone. Eles testaram com sucesso o Brainflight, uma estrutura mental que permite que o piloto comande a aeronave não-tripulada através de um capacete que detecta atividades cerebrais. A estrutura do projeto foi coordenada pelo grupo português Tekever em parceria com a Fundação Champalimaud.

Segundo a Tekever, o piloto precisa aprender a voar por conta própria, num processo similar ao estímulo mental emitido pelo cérebro quando uma pessoa anda. O usuário precisa pensar onde quer que a aeronave esteja e ela se locomoverá para o local. A ideia do grupo é utilizar o poder mental para reduzir atividades complexas, como pilotar, para algo mais instintivo, permitindo a concentração na navegação e outros tópicos mais complexos relacionados ao voo.

Até o momento, o Brainflight está direcionado apenas para drones de pequeno porte, sem testes nem previsões para desenvolvimento em aeronaves maiores. Uma das razões que pode estar por trás disso é a não-regulamentação de voo comandado mentalmente, que poderia barrar alguns tipos e finalidades destes veículos. O projeto ainda não tem data anunciada para entrar no mercado.

Esse não é o primeiro sucesso relacionado a voos comandados pela mente: em 2011, pesquisadores da Universidade de Minnessota desenvolviam um método para pilotar drones através de eletroencefalogramas não-invasivos. A desvantagem do projeto anterior em relação ao Brainflight era a quantidade de comandos necessários para controlar a aeronave, que tornava-se muito complexa, exigindo pelo menos três meses de treinamento pelos usuários.

Abaixo temos o teste de voo dos drones de 2011:

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{via}Engadget|http://www.engadget.com/2015/02/25/tekever-mind-controlled-drone/{/via}

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  • Redator: Gabriel Daros

    Gabriel Daros

    Redator da Adrenaline que teve contato com hardwares desde quando viu seu pai montar um tal "PC gamer" aos oito anos de idade. Escreve notícias sobre internet, tecnologia e jogos, cujo primeiro contato foi com um SNES aos sete anos. Estuda jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desde 2013.

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